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Gilmar diz que STF garantiu imprensa livre e critica Globo: “Ghost writers para Moro”

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal
Ministro Gilmar Mendes. Foto: Andressa Anholete/SCO/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, criticou a atuação de jornalistas da TV Globo ao comentar a cobertura da Operação Lava Jato durante sessão da Segunda Turma do STF nesta terça-feira (14). A declaração foi dada no momento em que o ministro reagia aos pedidos de indiciamento de integrantes da Corte apresentados à CPI do Crime Organizado.

Na fala, Gilmar afirmou que houve “jornalistas da Globo, servindo de ghost writers para Moro, para Dallagnol”. Em seguida, disse que parte dessa cobertura também foi marcada por ataques a quem criticava a operação. Segundo o ministro, esses profissionais atuaram “flertando com o abismo, atacando quem criticava a Lava Jato”.

O ministro também mencionou ameaças feitas à concessão da emissora durante o governo anterior. “Quantas vezes eu ouvi durante o governo passado a ideia de que era fácil liquidar a Globo, a concessão da Globo, caçar a concessão da Globo?”, declarou.

Na sequência, Gilmar atribuiu ao Supremo o fato de isso não ter ocorrido. “Isso não ocorreu graças ao Supremo Tribunal Federal, à possibilidade de se ter um mandado de segurança aqui deferido”, afirmou.

Por fim, voltou a criticar a postura adotada por parte da imprensa durante a Lava Jato. “Mas na Lava Jato apoiaram a impossibilidade a possibilidade de trancar habeas corpus, de conceder medidas liminares. Preciso que isso fique muito claro”, disse.

Na mesma sessão, Gilmar afirmou que CPIs não têm competência legal para indiciar ministros do Supremo e classificou a iniciativa como um erro técnico e histórico. A manifestação foi acompanhada por André Mendonça e Dias Toffoli, que também criticaram o relatório apresentado à CPI do Crime Organizado.