
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu com ataque ao Supremo Tribunal Federal (STF) após a abertura de uma investigação contra ele por causa de uma postagem publicada no X em janeiro deste ano. A ordem partiu do ministro Alexandre de Moraes e mira declarações do parlamentar que associaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a crimes como tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e apoio a terroristas e ditaduras, em uma publicação feita no dia em que Nicolás Maduro foi capturado por forças armadas estadunidenses.
À Veja, Flávio classificou a decisão como “censura”, negou ter cometido crime e afirmou que o inquérito representa uma ofensiva contra sua atuação política. Em nota divulgada por sua assessoria, o senador tentou sustentar que apenas reproduziu fatos envolvendo o presidente venezuelano e não fez acusação direta contra Lula.
“Na postagem em questão, o senador limitou-se a noticiar fatos e relatar os crimes pelos quais Nicolás Maduro foi preso e é processado internacionalmente, sem realizar imputação criminosa direta contra Luiz Inácio Lula da Silva. A abertura deste inquérito configura uma tentativa clara de cercear a liberdade de expressão e o livre exercício do mandato parlamentar. O procedimento evoca práticas de censura e bloqueios de contas vistos no pleito de 2022”, diz trecho da nota divulgada pela assessoria do extremista.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro também partiu para o confronto com Moraes e disse que “não cederá a intimidações ou ao uso do aparato policial e judiciário para silenciar a oposição”. Em outro trecho da manifestação, afirmou: “O governo Lula deve explicações sobre suas relações com a ditadura venezuelana”.

A decisão de Moraes seguiu parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR)e determinou a instauração do inquérito no STF, foro responsável pelo caso por causa do mandato de senador exercido por Flávio Bolsonaro. Segundo o material enviado ao Supremo, a Polícia Federal foi acionada a partir de representação pedida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Com isso, a PF terá 60 dias para realizar as primeiras diligências sobre a postagem.
Em entrevista ao DCM, Fórum e Brasil 247, Lula comentou o ambiente político que pretende enfrentar em 2026 e citou diretamente Flávio Bolsonaro.
“Tenho dito que esse ano será o ano da verdade contra a mentira. Quem mentiu, mentiu e será pego de ‘calças curtas’, como o Flávio Bolsonaro foi com aquela fake do cara comendo no caminhão de lixo, que era no governo do pai dele. A mentira tem que ter vida curta e a verdade tem que durar”, disse.