
Raphael Sousa Oliveira, dono da página “Choquei”, preso temporariamente nesta quarta-feira (15), está sob a suspeita de receber dinheiro para divulgar conteúdos favoráveis a MC Ryan SP e promover rifas e plataformas de apostas. Segundo a Polícia Federal, ele teria atuado como operador de mídia de um grupo investigado por movimentar cerca de R$ 1,6 bilhão em atividades ilegais, incluindo rifas e bets associadas ao crime organizado.
De acordo com a investigação da Operação Narco Fluxo, Raphael recebia valores elevados diretamente de MC Ryan SP para impulsionar sua imagem nas redes sociais. Além disso, ele também teria sido remunerado por operadores do esquema para divulgar rifas e plataformas de apostas, utilizando o alcance da página “Choquei”, que soma cerca de 27 milhões de seguidores no Instagram.
A Polícia Federal aponta que Raphael também atuava na contenção de crises de imagem relacionadas às apurações, com publicações voltadas a reduzir impactos negativos para os envolvidos. Os investigadores indicam ainda que ele recebeu valores milionários de Tiago de Oliveira, identificado como operador financeiro do grupo, e de José Ricardo dos Santos Junior, responsável por atividades de marketing e circulação financeira da organização.
🚨 URGENTE: O Jornal da Record trouxe uma bomba envolvendo Raphael Sousa, dono da Choquei.
Segundo a reportagem, ele teria sido preso suspeito de receber dinheiro de MC Ryan SP para manipular conteúdos.
Se isso se confirmar, não é só fofoca… é manipulação de milhões de… pic.twitter.com/PABias4FCX
— Eucilene✨ (@EucileneComment) April 15, 2026
As apurações indicam que o grupo utilizava plataformas de apostas de quotas fixas, conhecidas como bets, para movimentar recursos de origem ilícita. Segundo a PF, o esquema incluía o uso de dinheiro em espécie, transferências bancárias e operações com criptoativos, especialmente a moeda digital USDT (Tether), com movimentações no Brasil e no exterior.
A operação mobilizou cerca de 200 policiais federais para cumprir 90 mandados judiciais em diversos estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e o Distrito Federal. As ordens foram expedidas pela 5ª Vara Federal em Santos.
Ao todo, a Justiça determinou a prisão de 39 investigados, sendo 31 detidos nesta fase da operação. Também foram adotadas medidas para bloqueio de bens, com sequestro de patrimônio e restrições à atuação de empresas ligadas ao grupo. As defesas dos investigados informaram que irão prestar esclarecimentos no curso do processo.