
O ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) afirmou nesta quinta-feira (16) que está em situação regular nos Estados Unidos após ser liberado da prisão e agradeceu à cúpula do governo de Donald Trump pela soltura. Ele havia sido detido na segunda-feira (13), em Orlando, por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE), e deixou o centro de detenção na quarta-feira (15).
Em publicação nas redes sociais, Ramagem declarou que a liberação ocorreu de forma administrativa, sem necessidade de procedimento judicial. “Não houve nem pagamento de fiança, que é comum nesses casos migratórios”, afirmou ao comentar as circunstâncias da soltura.
O golpista foragido também afirmou que entrou nos Estados Unidos com documentação válida e que, posteriormente, apresentou pedido de asilo. “Eu entrei nos Estados Unidos, em setembro do ano passado, de forma perfeitamente regular, passaporte válido, visto válido, sem condenação nenhuma. Em seguida entramos com o pedido de asilo […] Nós cumprimos os requisitos, estamos dentro de todos os procedimentos e fases, o que nos confere o status de permanência regular nos Estados Unidos”, disse.
No mesmo vídeo, Ramagem criticou a PF brasileira, a quem referiu-se como “polícia de jagunços” e afirmou que a prisão não ocorreu em cooperação internacional com a corporação.
Manifestação sobre minha custódia migratória. pic.twitter.com/Vm4zZN8oeP
— Alexandre Ramagem (@delegadoramagem) April 16, 2026
O ex-chefe da Abin de Bolsonaro deixou o Brasil em 2025 após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a mais de 16 anos de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Ele é apontado em investigações como integrante do núcleo central da articulação.
Segundo informações apuradas pela Polícia Federal, o ex-deputado deixou o país antes da conclusão do julgamento e passou a residir nos Estados Unidos. Em dezembro de 2025, o governo brasileiro formalizou pedido de extradição às autoridades americanas.
O nome de Ramagem foi incluído na lista da Interpol por determinação do ministro Alexandre de Moraes, o que permitiu sua detenção por autoridades estrangeiras. A análise sobre a extradição e a situação migratória segue sob responsabilidade das autoridades dos Estados Unidos.