
A jornalista Alice Ribeiro, de 35 anos, da Band Minas, teve sua morte encefálica confirmada na noite desta quinta-feira (16), após um acidente na BR-381, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com a família, após a confirmação da morte encefálica, os órgãos dela serão doados, incluindo rins, pâncreas, fígado e córneas.
Alice se destacava por sua dedicação ao jornalismo, com 15 anos de carreira. Ela havia retornado ao trabalho em dezembro, após licença-maternidade, e estava acompanhando uma pauta sobre a duplicação da BR-381, rodovia conhecida pela alta taxa de acidentes.
Torcedora do Cruzeiro, ela era natural de Belo Horizonte, casada com um agente da Polícia Rodoviária Federal e mãe de um bebê de 9 meses. Ela estava vivendo uma fase de transição entre o jornalismo e a maternidade, compartilhando nas redes sociais seu amor pelo trabalho e a dedicação à família.
A jornalista se definia como uma repórter que “gosta de gente” e, além disso, divulgava a história de seu irmão Bernardo, que possui transtorno do espectro autista.

Alice se formou em jornalismo pela PUC Minas em 2015. Antes de sua atuação na Band Minas, passou por emissoras como TV Globo Minas, TV Alterosa (SBT) e RecordTV Minas, além de ter trabalhado em diversas regiões do Brasil, sempre com foco em temas sociais. Em 2021, ingressou na Band, onde iniciou seu trabalho em Brasília e, desde agosto de 2024, estava na redação de Belo Horizonte.
Em publicação nas redes sociais, a tia e madrinha de Alice, Patricia Horta, expressou a dor pela perda. Ela escreveu: “Ser madrinha é escolher amar. Mas com a Alice, não foi escolha — foi amor desde o primeiro instante. Eu a amei como filha”.
Ela estava internada no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em estado grave, por conta do acidente ocorrido na quarta-feira (15), quando o carro da emissora se envolveu em uma colisão com um caminhão. Além dela, o repórter cinematográfico Rodrigo Lapa, de 49 anos, que dirigia o veículo, morreu no local.