
O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt morreu nesta sexta (17) aos 68 anos, após passar mal em casa e ser atendido no Hospital Municipal Santa Ana (HMSA), em São Paulo. Ele havia sido levado às pressas para a instituição de saúde em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, na tarde de hoje.
O ex-atleta foi homenageado no último dia 8 de abril pelo COB (Comitê Olímpico do Brasil), mas não esteve presente no evento por estar se recuperando de uma cirurgia. Seu filho, Felipe Schmidt, participou como representante e não detalhou seu estado de saúde.
Natural de Natal, Oscar Schmidt construiu uma carreira impressionante, com 25 temporadas como profissional. Ele é, até hoje, o maior pontuador da história do basquete mundial, com 49.703 pontos. O ex-atleta também detém o recorde de maior pontuador da história das Olimpíadas, com 1.093 pontos.
Oscar participou de cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos. Em diversas ocasiões, foi o cestinha da competição, com atuações memoráveis, como os 55 pontos que marcou contra a Espanha em Seul 1988, um recorde na história olímpica.

Além do sucesso no Brasil, ele se tornou ícone na Itália e na Espanha. Em 1984, ele teve oportunidade de atuar na NBA, liga americana de basquete, mas preferiu continuar defendendo o Brasil em competições internacionais.
Na Seleção Brasileira, o momento mais emblemático de sua carreira foi a conquista do ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis. Na decisão histórica, o Brasil venceu os Estados Unidos por 120 a 115, com Oscar sendo o grande responsável pela vitória, que marcou a primeira derrota dos americanos em casa na competição.
Além do ouro, Oscar também foi medalhista no Campeonato Mundial de 1978, quando o Brasil conquistou o bronze nas Filipinas. Ao longo de sua carreira pela seleção, que se estendeu de 1977 a 1996, ele acumulou 7.693 pontos em 326 partidas oficiais, deixando uma marca indelével no basquete nacional e internacional.