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“Mão Santa”: a carreira impressionante de Oscar Schmidt, maior pontuador da história do basquete

O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt. Foto: Divulgação

O ex-jogador de basquete Oscar Daniel Bezerra Schmidt, nascido em 16 de fevereiro de 1958 em Natal (RN) e falecido nesta sexta-feira (17), em Santana de Parnaíba (SP), foi um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos, tanto no Brasil quanto mundialmente.

Conhecido como “Mão Santa” pela sua impressionante habilidade de arremesso, Oscar é o maior pontuador da história do esporte, com 49.737 pontos em 1.615 jogos profissionais, uma média de 30,7 pontos por partida. Ele teve uma carreira brilhante, começando no Palmeiras, mas se destacando especialmente em clubes europeus, como o JuveCaserta e Pavia, na Itália, onde se tornou uma lenda da liga.

Em sua trajetória, ele acumulou feitos extraordinários, como o recorde de maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos, além de ser o maior cestinha da história da Seleção Brasileira, com 7.693 pontos. Oscar participou de cinco edições olímpicas (1980 a 1996), sendo o cestinha em três delas (Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996).

Sua maior conquista no basquete internacional ocorreu nos Jogos Pan-Americanos de 1987, quando liderou a Seleção Brasileira a uma vitória histórica sobre os Estados Unidos na final. Com 46 pontos na partida decisiva, ele garantiu o ouro para o Brasil, quebrando a invencibilidade americana em casa.

Apesar de ser reconhecido como um dos maiores jogadores de sua geração, Oscar recusou duas vezes a oportunidade de jogar na NBA. Em 1984, foi draftado pelo New Jersey Nets, mas optou por não jogar na liga americana, já que a FIBA proibia jogadores da NBA de competirem em competições internacionais.

Oscar Schmidt jogando pela seleção brasileira. Foto: Divulgação

Em 2010, Oscar foi incluído no Hall da Fama da FIBA, e em 2013, recebeu a honraria do Naismith Memorial Basketball Hall of Fame, nos Estados Unidos, reconhecendo sua contribuição significativa para o basquete mundial. Seu legado foi eternizado em várias homenagens, como a retirada de camisas em sua homenagem em clubes como Caserta e Pavia, na Itália, e Flamengo, no Brasil.

Ele também foi premiado com a Ordem do Ipiranga pelo governo de São Paulo, um reconhecimento por sua contribuição ao esporte brasileiro. Após se aposentar, o ex-atleta se dedicou a palestras motivacionais, usando sua própria experiência de superação para inspirar outras pessoas.

Em 2003, Oscar se aposentou das quadras, mas continuou influente no esporte, criando o time Telemar/Rio de Janeiro e, mais tarde, o Rio de Janeiro/Pan 2007 Basquete. Durante sua vida, enfrentou sérias batalhas contra a saúde, incluindo um câncer no cérebro.

Além das conquistas olímpicas, ele venceu campeonatos nacionais e internacionais com clubes como Palmeiras, Sírio e Flamengo. Seus números, tanto na Seleção Brasileira quanto em clubes, são imbatíveis, com vários recordes, como o de maior pontuador em Mundiais (893 pontos), e mais pontos por jogo em Olimpíadas (42,3 ppg em Seul, 1988). Ele também é o único jogador a ultrapassar a marca de 1.000 pontos nas Olimpíadas.

Veja alguns lances de Oscar Schmidt: