
O IBGE informou nesta sexta-feira (17) que o Brasil tem 95,1 homens para cada 100 mulheres, segundo os dados mais recentes da PNAD Contínua sobre características gerais dos domicílios e dos moradores. Em 2025, as mulheres passaram a representar 51,2% da população do país, enquanto os homens somaram 48,8%.
Os dados indicam que a população masculina é mais concentrada nas faixas etárias mais jovens. Até os 24 anos, os homens ainda aparecem em número maior. Entre 25 e 29 anos, os contingentes ficam praticamente equilibrados. A partir dos 30 anos, porém, as mulheres passam a ser maioria em todos os grupos de idade.
A diferença se amplia entre os mais velhos. No conjunto do país, a razão de sexo entre pessoas com 65 anos ou mais caiu para 75,9 homens a cada 100 mulheres. Em recortes estaduais do IBGE para a população com 60 anos ou mais, o Rio de Janeiro aparece com 70,4 homens para cada 100 mulheres, enquanto São Paulo registra 77,0.

O IBGE associa esse movimento à maior mortalidade masculina ao longo da vida. No Censo 2022, os homens responderam por 54,5% dos óbitos informados no país. Na faixa de 20 a 24 anos, houve 371 mortes masculinas para cada 100 femininas, com peso relevante de causas externas, como acidentes de trânsito e homicídios.
O avanço do envelhecimento populacional também ajuda a ampliar essa diferença. Em 2025, a parcela de pessoas com 60 anos ou mais chegou a 16,6% da população brasileira, acima dos 11,3% registrados em 2012. Ao mesmo tempo, a base etária mais jovem perdeu participação no período.
A tendência de maioria feminina se repete na maior parte do país, mas há exceções. Nos dados do IBGE por unidade da federação, Tocantins aparece com 105,5 homens para cada 100 mulheres no total da população, Mato Grosso com 97,6 e Santa Catarina com 100,9 em recorte recente. O instituto aponta que diferenças regionais também podem ser influenciadas por fluxos migratórios e pelo tipo de atividade econômica, como mineração e agronegócio.