
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), procurou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) na última terça-feira para tentar conter a crise gerada pelo relatório da CPI do Crime Organizado. O documento propôs o indiciamento de integrantes da Corte e provocou forte reação entre os magistrados. As informações são da VEJA.
Durante as conversas, Alcolumbre buscou acalmar o clima no Supremo, que, naquele momento, estava sob forte tensão. Aos interlocutores, o senador afirmou que não tinha como controlar os integrantes da comissão e classificou a situação ao dizer que lidava com “loucos de hospício”.
O relatório foi elaborado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e incluiu pedidos de investigação contra os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. A iniciativa gerou um embate direto entre Senado e STF.

A reação no Supremo incluiu manifestações públicas de ministros e o envio de um pedido à Procuradoria-Geral da República (PGR) para abertura de investigação contra Alessandro Vieira. O episódio ampliou a tensão institucional entre os Poderes.
Apesar da repercussão, a CPI do Crime Organizado foi encerrada nesta semana sem conclusões práticas. O relatório final acabou rejeitado pelos próprios senadores, que consideraram os apontamentos inconsistentes e sem base suficiente.
Com o arquivamento do documento, a crise perdeu força, mas o episódio expôs o nível de desgaste entre Legislativo e Judiciário. A atuação de Alcolumbre nos bastidores buscou reduzir os impactos imediatos da situação no ambiente político e institucional.