
A Polícia Federal analisou até o momento apenas parte de um dos celulares apreendidos com o empresário Daniel Vorcaro, dono do banco Master. Segundo informações divulgadas em 19 de abril de 2026, cerca de dois terços do conteúdo de um único aparelho — recolhido na primeira prisão, em 17 de novembro — foram periciados. As informações são do Lauro Jardim, do Globo.
Outros sete celulares vinculados ao empresário ainda não passaram por análise completa. Parte desses dispositivos permanece inacessível, já que os investigadores não conseguiram desbloqueá-los até agora, o que limita o avanço das apurações.
A expectativa dentro da investigação é de que um eventual acordo de delação premiada possa acelerar o processo. Com a negociação, a Polícia Federal pode exigir que Vorcaro forneça as senhas dos aparelhos, permitindo acesso ao conteúdo ainda bloqueado.
Os investigadores avaliam que a abertura desses dispositivos pode ampliar o conjunto de evidências reunidas até o momento. A análise de dados digitais é considerada etapa central para entender a extensão das suspeitas envolvendo o empresário.

A Polícia Federal já identificou, no material extraído do celular de Daniel Vorcaro, indícios de articulações envolvendo autoridades e negociações de alto valor. Entre os conteúdos analisados, constam conversas que apontam proximidade com o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, incluindo diálogos sobre a visita prévia a um apartamento em São Paulo, considerado pelos investigadores como parte de possíveis tratativas envolvendo benefícios.
Além disso, os dados analisados indicam a existência de negociações ligadas a imóveis de alto padrão que, segundo a apuração, poderiam ter sido utilizados como forma de pagamento em operações financeiras relacionadas ao Banco Master. A investigação aponta movimentações relevantes e sugere o uso desses ativos como vantagem indevida em acordos entre as instituições.