
A banda The Strokes fechou o segundo fim de semana do Coachella, no dia 18 de abril, com um show marcado por forte posicionamento político — incluindo uma denúncia visual impactante contra o genocídio em Gaza.
Durante a apresentação no palco principal, o grupo encerrou o set com a música “Oblivius”, acompanhada por um telão que exibiu uma sequência de imagens de líderes latino-americanos como Salvador Allende, Omar Torrijos, Jacobo Árbenz e Jaime Roldós Aguilera — todos apresentados como figuras derrubadas pela CIA.
The Strokes en Coachella ante cientos de miles de personas rindiendo homenaje al Presidente Salvador Allende, respeto universal para la figura y legado del más grande de los chilenos de nuestra historia.#Coachella #Coachella2026 pic.twitter.com/Ow2ooCVLJg
— ElHarrygada (@Divididos_Sumo) April 19, 2026
Também apareceu a imagem de Martin Luther King Jr., acompanhada da frase: “Governo dos EUA considerado culpado por sua morte em julgamento civil”.
Protesto contra Gaza marca encerramento
O momento mais contundente veio no final: imagens de ataques com mísseis em Gaza foram exibidas no telão, antes da tela escurecer completamente — um gesto simbólico que destacou o protesto da banda contra o genocídio em Gaza e arrancou forte reação do público.
O vocalista Julian Casablancas já havia adotado um tom político na apresentação anterior, em 11 de abril. Na ocasião, criticou a possibilidade de retorno do alistamento militar obrigatório nos EUA: “Vocês estão animados com o draft? Ah, espera, não o draft da NFL… Em seis meses, acho que todo mundo elegível vai ter que se registrar. Estão animados?”
The Strokes encore for coachella 2026.
“Over 30 universities destroyed in Iran”
“Last standing university in Gaza” pic.twitter.com/EexikSLz3U
— Suppressed News. (@SuppressedNws1) April 19, 2026