
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que negociadores americanos estarão no Paquistão nesta segunda-feira (20) para uma nova rodada de conversas com o Irã. O anúncio foi feito em publicação nas redes sociais, sem detalhar quais representantes participarão do encontro em Islamabad.
Na mesma mensagem, Trump acusou o Irã de violar o cessar-fogo ao abrir fogo no sábado (18) no Estreito de Ormuz e fez uma ameaça direta. “Se eles não aceitarem, os Estados Unidos vão destruir todas as usinas de energia e todas as pontes do Irã”, escreveu o presidente ao comentar a proposta apresentada por Washington.
Do lado iraniano, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, afirmou que o país manterá restrições à navegação enquanto persistirem sanções americanas. “É impossível que outros passem pelo Estreito de Ormuz enquanto nós não podemos”, declarou em entrevista à TV estatal, ao reforçar a posição de Teerã.
BREAKING: Trump:
Iran decided to fire bullets yesterday in the Strait of Hormuz — A Total Violation of our Ceasefire Agreement!
Many were aimed at a French Ship and a Freighter from the United Kingdom.
My Representatives are going to Islamabad, Pakistan — They will be there… pic.twitter.com/PRsU42i0xB
— Clash Report (@clashreport) April 19, 2026
A tensão na região aumentou após relatos de ataques a embarcações comerciais. Segundo autoridades, navios foram alvo de disparos durante a travessia, o que levou parte do tráfego marítimo a interromper rotas. O estreito concentra cerca de um quinto do fluxo mundial de petróleo, o que amplia o impacto global do impasse.
Representantes iranianos também criticaram a postura dos Estados Unidos nas negociações. O vice-ministro das Relações Exteriores, Saeed Khatibzadeh, afirmou que “os americanos estão colocando em risco a comunidade internacional e a economia global”, ao avaliar os efeitos das decisões de Washington sobre o cessar-fogo.
Apesar das divergências, mediadores do Paquistão tentam avançar em um novo acordo antes do fim da trégua de duas semanas. O cenário permanece instável, com risco de retomada do conflito, enquanto as negociações seguem sob pressão militar, econômica e diplomática.