Logo DCM
Logo DCM
Apoie o DCM

Democratas pressionam por destituição de Trump com base na 25ª Emenda

O presidente dos EUA, Donald Trump – Foto: reprodução

Parlamentares do Partido Democrata nos Estados Unidos passaram a defender a destituição do presidente Donald Trump com base na 25ª Emenda da Constituição. A mobilização ocorre após declarações do presidente, incluindo ameaça de exterminar “uma civilização inteira” em caso de conflito com o Irã.

O debate também ganhou força após a condução de Trump em relação aos arquivos do caso Jeffrey Epstein e postagens recentes nas redes sociais com ataques ao Papa Leão 14. As manifestações ampliaram a discussão entre parlamentares sobre a permanência do presidente no cargo.

A 25ª Emenda foi incorporada à Constituição dos Estados Unidos em 1967 e estabelece procedimentos para situações em que o presidente não pode exercer suas funções. O dispositivo prevê mecanismos para substituição em casos de morte, renúncia ou incapacidade.

A quarta seção da emenda permite a remoção do presidente caso ele seja considerado incapaz de cumprir suas funções. Nesse cenário, o vice-presidente e a maioria dos integrantes do Executivo podem declarar a incapacidade, assumindo o comando interinamente.

Manifestação nos EUA pelo fim da guerra – Foto: Reprodução

O congressista Jamie Raskin propôs a criação de uma comissão para avaliar a aptidão de Trump para o cargo. O projeto conta com o apoio de cerca de cinquenta parlamentares democratas. Em comunicado, ele afirmou: “Estamos em um precipício perigoso, e agora é uma questão de segurança nacional que o Congresso cumpra suas responsabilidades sob a 25ª Emenda para proteger o povo americano”.

Além de democratas, integrantes do campo conservador também se manifestaram sobre o tema. A ex-congressista Marjorie Taylor Greene declarou apoio à aplicação da 25ª Emenda após críticas às declarações do presidente. “Não podemos destruir uma civilização inteira. Isso é maldade e loucura”, afirmou.

A comentarista Candace Owens também se pronunciou sobre o caso e defendeu intervenção institucional. Em publicação, afirmou que o “Congresso e os militares precisam intervir”, chamando Trump de “lunático genocida”.

Apesar das manifestações, a aplicação da 25ª Emenda depende de apoio político no Executivo e no Congresso. O cenário atual indica dificuldade para avanço da medida, já que são necessários dois terços dos votos no Legislativo em caso de contestação formal do presidente.