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Irã promete retaliação “em breve” após apreensão de navio pelos EUA

O Irã confirmou que forças dos Estados Unidos interceptaram e apreenderam uma embarcação iraniana no Mar de Omã e afirmou que deve retaliar “em breve”. A informação foi divulgada pelo quartel-general militar Hazrat Khatam al-Anbiya, em comunicado publicado pela agência Tasnim.

Segundo a nota, os EUA violaram o cessar-fogo ao atacar um navio comercial iraniano, disparando contra a embarcação e desativando seu sistema de navegação. O texto afirma ainda que militares norte-americanos teriam embarcado no navio durante a operação, classificando a ação como “pirataria marítima”.

“As Forças Armadas da República Islâmica do Irã responderão em breve a esse ato”, declarou o comunicado, ao confirmar que o navio foi apreendido. O governo iraniano sustenta que a operação representa uma escalada no conflito entre os dois países.

O professor Hassan Ahmadian, da Universidade de Teerã, disse à Al Jazeera que autoridades iranianas já haviam sinalizado que não aceitariam restrições a seus carregamentos. Segundo ele, a situação mudou após o episódio mais recente e pode evoluir rapidamente.

Ahmadian avaliou que, caso os Estados Unidos mantenham ações contra embarcações iranianas, Teerã tende a responder de forma proporcional. Ele classificou o bloqueio como “ato de guerra” sob o direito internacional e a apreensão do navio como um agravamento desse cenário.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, também se manifestou, afirmando que o país utilizará todos os recursos disponíveis para proteger sua segurança nacional e seus interesses. Ele mencionou ameaças a portos e navios iranianos como sinal de falta de disposição dos EUA para negociações.

A tensão no Oriente Médio impactou os mercados globais. O petróleo registrou alta, com o barril do tipo Brent subindo cerca de 7%, para US$ 96,85, enquanto o petróleo norte-americano avançou 6,4%, para US$ 87,88. Ao mesmo tempo, o dólar se valorizou e contratos futuros de ações recuaram.

O fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, também contribuiu para a instabilidade. Investidores reagiram a sinais contraditórios sobre o conflito, ampliando a volatilidade nos mercados internacionais.