Logo DCM
Logo DCM
Apoie o DCM

PSOL aciona MP contra documentário da Brasil Paralelo e questiona uso de escola pública

O documentário da Brasil Paralelo

Parlamentares do PSOL ingressaram no Ministério Público de São Paulo para tentar impedir a exibição de um documentário da Brasil Paralelo gravado dentro de uma creche municipal na capital. A autorização para as filmagens partiu da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), o que gerou reação de pais, educadores e representantes políticos.

“Pedagogia do Abandono” foi filmada na EMEI Patrícia Galvão, na região central da cidade, e sustenta que creches promovem “ideologia de gênero”, além de críticas à qualidade do ensino e ao papel do Estado na educação. Um dos vídeos promocionais dá a entender que crianças de 4 anos foram obrigadas por lei, em 2013, a ir à escola para ser doutrinadas por comunistas.

O vereador Celso Giannazi e os deputados Luciene Cavalcante e Carlos Giannazi, todos do PSOL, pedem que o Ministério Público adote medidas urgentes para barrar a utilização e a exibição desse lixo. Também solicitam acesso à íntegra do processo administrativo que autorizou as gravações dentro da unidade escolar.

Na representação, os parlamentares afirmam que houve omissão de informações relevantes à comunidade escolar e ausência de transparência sobre o envolvimento da produtora.

A Brasil Paralelo, conhecida por espalhar fake news em “documentários”, tem obsessão por Paulo Freire. Pais de alunos também se mobilizaram contra o lançamento, questionando o uso de uma creche municipal para gravação de uma obra privada com conteúdo controverso.

A crítica central recai sobre a exposição de um espaço educacional a uma narrativa que não foi previamente apresentada à comunidade.

A Prefeitura de São Paulo, sob o comando de Ricardo Nunes, confirma que autorizou as filmagens e alega que a responsabilidade por aspectos legais, como uso de imagem e participação de menores, é dos produtores.