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PF aponta Deolane como “conta de passagem” em esquema de MC Ryan com o PCC

A ex do MC Kevin, Deolane Bezerra, faria o papel de uma "conta de passagem" em esquema de MC Ryan SP que envolve bets ilegais e o PCC
A influenciadora Deolane Bezerra e o funkeiro MC Ryan SP. Fotomontagem

Relatório da Polícia Federal aponta que Deolane Bezerra atuou como “conta de passagem” em um esquema de ocultação e branqueamento de ativos atribuído ao grupo investigado na Operação Narco Fluxo. Segundo a corporação, a apuração mira uma associação criminosa voltada à movimentação ilícita de valores e indica que o volume financeiro do grupo ultrapassa R$ 1,6 bilhão.

De acordo com o relatório, a influenciadora recebeu R$ 430 mil de MC Ryan no intervalo analisado pela investigação. Para a PF, a operação “é considerada uma evidência material do vínculo financeiro direto entre os dois investigados”, enquanto a defesa do funkeiro afirma que “todos os valores que transitam nas contas do funkeiro possuem origem devidamente comprovada, sendo submetidos a rigoroso controle e ao regular recolhimento de tributos”.

Nas redes sociais, Deolane disse que o valor teve origem na venda de um veículo ao cantor. “Eu vendi um carro para o Ryan. Ele me deu um outro carro mais barato na troca e um outro valor a ser depositado na minha conta bancária”, afirmou. Em seguida, acrescentou: “Tudo que eu ganho eu declaro, tudo tem nota fiscal, tudo tem contrato”.

A Polícia Federal também registrou que as operações entre os dois “sugerem o uso da liquidez financeira para aquisição de bens de alto valor e ações de limpeza de imagem”. No mesmo documento, a corporação afirmou que Deolane e MC Ryan compartilham “um ecossistema financeiro inidôneo em comum” e apontou movimentação de R$ 5,3 milhões em 47 dias nas contas da influenciadora.

Nesse mesmo período Deolane transferiu aproximadamente R$ 1,2 milhão ao Instituto Projeto Neymar Jr. e fez pagamentos de alto valor a empresas do setor automotivo e de blindagem. O relatório sustenta que esse fluxo dificultou a separação entre recursos de origem lícita e valores considerados suspeitos pelos investigadores.

O documento da PF também cita que Deolane já é investigada por crimes contra a economia popular e lavagem de dinheiro por meio de rifas digitais. Em fevereiro deste ano, a Justiça Federal em Pernambuco anulou as decisões ligadas à Operação Integration que estavam na esfera estadual e assumiu a competência do caso.