
O governo dos Estados Unidos decidiu retirar a obrigatoriedade da vacina contra a gripe para integrantes das Forças Armadas. O anúncio foi feito nesta terça-feira (21) pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, em um vídeo divulgado na plataforma X.
Segundo Hegseth, o Pentágono está revendo normas consideradas excessivas. “Estamos eliminando exigências absurdas e exageradas que enfraquecem nossa capacidade de combate. Isso inclui a obrigatoriedade da vacina contra a gripe”, afirmou.
Ele também criticou a política anterior, dizendo que impor a vacinação de forma universal — “para todos, em qualquer lugar e circunstância” — seria uma medida ampla demais e sem racionalidade.
A mudança ocorre em meio a um movimento mais amplo do governo de Donald Trump para reduzir recomendações federais relacionadas a vacinas, inclusive no caso de crianças.
O Secretário do Departamento de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, anunciou que a exigência obrigatória da vacina contra gripe para militares foi revogada. Um “jênio”, sem dúvida.(vídeo com legenda). pic.twitter.com/GVsovrWjrg
— Rogerio_Florentino_Jornalista (@rogeriofotograf) April 22, 2026
A decisão segue uma flexibilização anterior: em 2023, os militares já haviam derrubado a obrigatoriedade da vacina contra a Covid-19, implementada em 2021 durante a gestão de Joe Biden. Na época, milhares de militares foram desligados por se recusarem a se imunizar.
Atualmente, os Estados Unidos contam com cerca de 1,3 milhão de militares na ativa, além de mais de 750 mil integrantes da Guarda Nacional e da Reserva.
É mais um movimento negacionista. A Organização Mundial da Saúde segue recomendando a imunização para pessoas a partir dos seis meses de idade.