
O jornalista e influenciador da extrema-direita Rodrigo Constantino decidiu ampliar o clima de “barata voa” no bolsonarismo ao reforçar os ataques contra a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. Neste sábado (25), usou o X para pressionar o primogênito de Jair Bolsonaro, obrigando-o a decidir sobre desistir da campanha ou se afastar do seu irmão, Eduardo.
Constantino resgatou a crítica do ex-presidente ao “Zero Três”, quando o chamou de “imaturo”, para afirmar que Eduardo e seus colegas, como Paulo Figueiredo, Allan dos Santos e Mario Frias tendem a afundar as chances de Flávio na eleição presidencial. Para isso, compartilhou um vídeo de Kim Paim, outro influencer desse grupo radical, em que ele supostamente desautoriza o senador.
“Ou o Flavio se afasta pra valer da turma do seu irmão ‘imaturo’, ou eles vão afundar sua campanha! […] Esse pessoal que Eduardo apoia joga contra o Flavio e isso já está claro para todos”, escreveu Constantino.
Ou o Flavio se afasta pra valer da turma do seu irmão “imaturo” (segundo o próprio pai), ou eles vão afundar sua campanha! Paulo Figueiredo, Allan dos Santos, Kim Paim, Mafinha, Mario Frias, Gil Diniz etc., esse pessoal que Eduardo apoia joga contra o Flavio e isso já está claro… https://t.co/bagUblAk3j
— Rodrigo Constantino (@Rconstantino) April 25, 2026
Briga na extrema-direita
A manifestação ocorre em meio a uma crise aberta na extrema-direita, que deveria atuar como frente unida contra o governo Lula (PT), mas acabou mergulhada em ataques públicos, ironias e disputas por protagonismo nas redes sociais. Na sexta-feira (24), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o vereador Jair Renan Bolsonaro (PL), o filho “Zero Quatro” do ex-presidente, protagonizaram uma briga que expôs novas rachaduras no Partido Liberal.
O estopim foi a chamada “guerra das camisetas”. Depois de Nikolas publicar um vídeo usando uma peça branca para divulgar ações em Minas Gerais, o influenciador bolsonarista Junior Japa ironizou o parlamentar, sugerindo que ele teria “sentido” críticas anteriores e trocado o enfrentamento ideológico por emendas parlamentares.
Nikolas reagiu dizendo que mandaria uma emenda para “internar” seus críticos em um hospício. Jair Renan entrou na discussão com o bordão “Galvão?”, usado nas redes para sugerir que alguém acusou o golpe. A resposta de Nikolas veio em tom ainda mais duro: “Se juntar a capacidade cognitiva dessa dupla [Jair Renan e Junior Japa], não alcança a de uma toupeira cega”.
O episódio aprofunda um desgaste que já vinha sendo alimentado por aliados da família Bolsonaro. Eduardo Bolsonaro já havia criticado Nikolas pela falta de engajamento na pré-campanha de Flávio. Integrantes do entorno bolsonarista acusam o deputado mineiro de “esconder” a imagem do senador para preservar seu próprio protagonismo na direita.
Diante da crise, Valdemar Costa Neto, presidente do PL, pediu “racionalidade” aos parlamentares e tentou conter a troca pública de ataques. Flávio também buscou reduzir o estrago, chamando Nikolas de “moleque de ouro” e afirmando compreender o tempo de cada liderança.