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Família do suspeito do ataque no jantar com Trump alertou polícia antes do atentado

O presidente Donald Trump em jantar onde ocorreu os disparos – Foto: CNN – Reuter

Na noite de sábado (25/4), um ataque a tiros no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, em Washington, resultou em pânico entre os participantes do evento. De acordo com fontes ouvidas pela CBS News, a família de Cole Tomas Allen, o suspeito de ser o atirador, entrou em contato com a polícia de Connecticut, alertando sobre a possibilidade de um ataque. O irmão de Allen ligou para as autoridades depois de receber um e-mail do suspeito, enviado pouco antes do ataque, onde ele sugeriu que poderia surpreender muitas pessoas. Com informações do UOL.

O estado de Connecticut, que fica a cerca de 480 km de Washington, recebeu o alerta, mas ainda não se sabe como as autoridades reagiram. O e-mail enviado por Allen indicava que ele estava se preparando para um ataque, mencionando até o uso de “chumbo grosso” em vez de balas convencionais, para minimizar danos. A mensagem também continha desculpas à sua família, sugerindo que a situação estava planejada com a intenção de causar uma grande surpresa.

Após o ataque, o evento foi rapidamente evacuado e Trump, Melania e outros membros do governo foram retirados com segurança. O atirador foi detido pelas forças de segurança, que apreenderam uma escopeta com ele. A polícia revelou que o suspeito tinha como alvo membros do governo dos Estados Unidos, embora não tenha especificado quem seriam os alvos exatos.

Suspeito de ser o atirador que atacou Donald Trump – Imagem: Reprodução/@realDonaldTrump

O ataque gerou um grande temor, mas a rápida resposta das forças de segurança ajudou a evitar tragédias maiores. A segurança no local foi questionada, já que a entrada ao evento só exigia a checagem dos ingressos, sem revista de segurança adequada. Após o incidente, o jantar foi adiado por até 30 dias, enquanto as investigações continuam.

Cole Tomas Allen, de 31 anos, foi identificado como o suspeito e já havia sido notado por sua família devido a comportamentos preocupantes. Ele é descrito como um “lobo solitário” e é acusado de violar a lei federal com o uso de uma arma de fogo e agressão a um agente federal. Ele deve ser julgado em breve, mas ainda não colaborou com a investigação.

O caso levanta questões sobre a segurança em eventos de alto perfil, como o Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, além de trazer à tona o comportamento do suspeito, que anteriormente havia demonstrado atitudes questionáveis, incluindo um manifesto de ódio.