
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, citou o Pix brasileiro como exemplo de digitalização financeira ao defender a redução do uso de dinheiro em espécie no país visando o combate à lavagem de dinheiro. A declaração foi feita nesta segunda-feira (27), durante coletiva de imprensa, ao tratar de medidas para ampliar pagamentos digitais.
“Quanto menos dinheiro em espécie estiver em circulação, menor será a lavagem de dinheiro, pois há menos espaço para irregularidades e ilegalidades”, afirmou Sheinbaum. Segundo ela, a digitalização pode beneficiar a população, as empresas e o governo ao reduzir custos e aumentar o controle sobre transações.
A mandatária mexicana disse que o Brasil passou por um processo semelhante com o Pix, sistema que ampliou o uso de meios digitais e reduziu a dependência de dinheiro vivo. Sheinbaum também citou a Índia como exemplo de país que avançou na digitalização financeira nos últimos anos.
💪🇧🇷 Presidente do México destaca Brasil e PIX como exemplo de digitalização e combate ao crime
🇲🇽 Claudia Sheinbaum defendeu a digitalização financeira, citando o sistema brasileiro, para diminuir a lavagem de dinheiro e fortalecer a economia.
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— RT Brasil (@rtnoticias_br) April 27, 2026
O caso brasileiro tem sido observado por outros governos da América Latina. O Pix foi criado pelo Banco Central e se consolidou como sistema de pagamentos instantâneos no país, com mais de 170 milhões de pessoas físicas cadastradas, segundo dados oficiais do BC.
A fala de Sheinbaum ocorre em meio ao debate regional sobre sistemas públicos de pagamento. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, também manifestou interesse no modelo brasileiro e pediu que o Brasil amplie o Pix para seu país.
No México, a adoção de sistemas digitais ainda avança em ritmo menor. O CoDi, plataforma criada pelo Banco do México, não alcançou adesão comparável à do Pix no Brasil, segundo levantamentos citados pela imprensa mexicana.
A defesa do modelo brasileiro também ocorre após críticas dos Estados Unidos ao Pix. O Brasil tem afirmado que o sistema é uma infraestrutura nacional de pagamentos e não pretende alterar seu funcionamento por pressão externa.