
O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) protocolou três notícias de fato contra Romeu Zema, a Zema Financeira e o Grupo Zema, pedindo investigação sobre um conjunto de fatos graves que envolve contratos milionários na educação, trabalho análogo à escravidão e crédito consignado para aposentados, pensionistas e beneficiários vulneráveis. As medidas foram encaminhadas a órgãos como a Procuradoria-Geral da República e o Ministério Público do Trabalho, com cópias para o Banco Central, o INSS, a SENACON e órgãos de controle, com o objetivo de apurar responsabilidades civis, administrativas e eventualmente criminais.
A primeira representação mira contratos de material didático que somam aproximadamente R$ 848,8 milhões firmados durante a gestão Zema com a empresa Fazer Educação — antiga Sudu Tecnologia Educacional —, já investigada em outro estado por suspeita de fraude em licitação. A representação sustenta que a contratação em Minas Gerais, durante a gestão de Zema, deve ser apurada em razão do alto valor, da adesão a atas de registro de preços, da possível ausência de planejamento pedagógico e da relação com contratos semelhantes firmados anteriormente no Pará.
A segunda notícia de fato pede que o MPT investigue a responsabilidade do Grupo Zema no caso de 22 motoristas que prestavam serviços vinculados ao Centro de Distribuição e Apoio do grupo, em Araxá. Segundo informações veiculadas na impresa, os trabalhadores eram submetidos a jornadas que chegavam a 19 horas diárias, o que caracteriza trabalho em condição análoga à escravidão.
Romeu Zema quer palco pra crescer nas pesquisas. Mas, quando precisa se explicar, desaparece.
👉 Fugiu da #CPMIdoINSS, mesmo com questões sérias envolvendo a financeira da própria família.
👉 A Eletrozema tem ligações com empresas listadas em escândalo de trabalho escravo.
— Rogério Correia (@RogerioCorreia_) April 28, 2026
A terceira ação tem como alvo a Zema Financeira, empresa ligada ao grupo familiar do governador, e pede investigação sobre a oferta de crédito consignado, portabilidade e descontos diretos em benefícios do INSS. A notícia de fato aponta risco concreto de práticas abusivas contra idosos, aposentados, pensionistas e famílias em situação de vulnerabilidade.
“Zema vende a imagem de eficiência, mas o que aparece ao abrir as contas é suspeita de fraude em contratos públicos, trabalho escravo e exploração de aposentados. É preciso investigar quem, ao que tudo indica, escolheu o lucro em detrimento das pessoas e do erário”, afirmou Correia.