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Homem é flagrado com R$ 746 mil e diz que pegou dinheiro em reunião do Podemos

Dinheiro do Podemos apreendido pela PRF. Foto: reprodução

Um homem flagrado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) transportando R$ 746 mil em dinheiro vivo na Rodovia Fernão Dias afirmou que havia retirado a quantia em uma reunião partidária do Podemos, em São Paulo. O Podemos é presidido pela deputada federal Renata Abreu, eleita por São Paulo. A abordagem ocorreu no dia 9 de abril, na cidade de Vargem, no interior paulista, quando o dinheiro foi encontrado no banco traseiro de um Hyundai HB20.

De acordo com o registro da ocorrência, José do Carmo Vieira, de 66 anos, disse aos agentes que era “coordenador político” do Podemos. Ele afirmou que o dinheiro seria usado para “fazer alguns pagamentos”, mas não soube explicar a origem do montante encontrado no veículo.

No momento da abordagem, Vieira estava no banco do passageiro. O carro era conduzido por Sergio Felipe, policial civil aposentado de Minas Gerais. Após a apreensão, os dois foram levados à Polícia Federal em Campinas para averiguação por possível crime de lavagem de dinheiro e crime eleitoral.

Segundo o relato dos agentes da PRF, os ocupantes do veículo demonstraram nervosismo durante a fiscalização e começaram a dar explicações antes mesmo de serem questionados. No banco de trás, os policiais encontraram uma caixa de papelão onde estavam escondidas as notas de reais.

Horas antes da abordagem, Sergio Felipe havia publicado em seu perfil no Instagram um story em frente a um banner de um evento da Fundação Juntos Podemos, ligada ao partido. A atividade estava marcada para dois dias depois e contou com a presença da presidente da legenda, Renata Abreu, além de cinco deputados federais paulistas. “Em evento do Podemos em São Paulo”, escreveu o policial aposentado.

Jair Bolsonaro e Renata Abreu. Foto: reprodução

A apreensão ocorreu no km 7 da Rodovia Fernão Dias, uma das principais ligações entre São Paulo e Minas Gerais. Segundo a ocorrência, os dois seguiam viagem para Minas Gerais quando foram parados pelos agentes federais.

No documento, a PRF também registrou que José do Carmo Vieira é sócio da empresa Mar de Minas Cooperativa de Transportes. A companhia tem contrato com uma prefeitura mineira para transporte intermunicipal de passageiros por meio de vans e ônibus.

Sergio Felipe, por sua vez, aparece como membro da Comissão Regional de Transportes e Trânsito (CRTT). A relação dos dois com atividades políticas e de transporte será um dos pontos analisados pelas autoridades durante a investigação.

A Polícia Federal deverá apurar a origem do dinheiro, o destino dos valores e se houve ligação com atividade partidária, eleitoral ou possível lavagem de dinheiro. A investigação também deve verificar se os pagamentos mencionados por José do Carmo Vieira tinham documentação ou justificativa formal.