
O senador Flávio Bolsonaro afirmou que não há definição sobre alianças para a disputa presidencial de 2026 e negou negociações envolvendo o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), como possível vice. A declaração foi publicada em rede social após especulações sobre a composição de chapa.
“Entendo a ansiedade de alguns, mas reitero que ainda não estou tratando de nomes para possíveis ministérios a partir de 2027, nem há definição sobre candidato a vice-presidente em nossa chapa.”
Na mesma publicação, o parlamentar criticou informações atribuídas a bastidores. “Qualquer ‘fonte’ que invente nomes está mentindo”.
Entendo a ansiedade de alguns, mas reitero que ainda não estou tratando de nomes para possíveis ministérios a partir de 2027, nem há definição sobre candidato a vice-presidente em nossa chapa.
Qualquer “fonte” que invente nomes está mentindo.
Aproveito para repudiar as ameaças…
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) April 28, 2026
A manifestação ocorre após posicionamentos públicos dentro do próprio bolsonarismo. O ex-vereador Carlos Bolsonaro, irmão mais novo de Flávio, criticou uma declaração de Zema favorável à reforma tributária.
Em publicação no X, Carlos aconselhou o irmão a ouvir interlocutores: “Ouça ao menos um pouco do que venho lhe dizendo há tempos, e não apenas aqueles que possuem outros interesses ao seu redor. É preciso ponderar. Você está mordendo a isca com mais facilidade do que lambari em anzol de mosquito, e o peixe vai só engordando malandramente”.
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou ver com bons olhos a união política. “Acho o Zema uma excelente escolha; ‘Bolsozema’ daria muito certo”, disse. A declaração ocorre em meio a disputas internas por espaço dentro do partido.
Romeu Zema, pré-candidato à Presidência, também se manifestou sobre o cenário eleitoral. O governador afirmou que pode apoiar Flávio em um eventual segundo turno. A sinalização foi feita nesta terça-feira (28), sem detalhar condições para o apoio.