
Carla Zambelli atacava o Supremo com a ingenuidade dos que se consideram impunes. Não era destemor. Era confiança absoluta na certeza de que não daria nada.
Era poderosa, a deputada de direita mais votada de São Paulo em 2022,com 946.244 votos (só perdeu para Boulos), íntima da família Bolsonaro e protegida pelas trincheiras do fascismo.
Hoje, é foragida na Itália, foi abandonada e está a caminho da extradição para o Brasil, depois de tentar escapar de duas condenações pelo Supremo. Zambelli perdeu e vai pegar cadeia.
Zema, agora agressivo, poderá ser o candidato da direita no segundo turno, se acontecer um milagre até outubro e Flávio for pulverizado pelo caminho.
Se não acontecer e se a extrema direita não tiver uma maioria avassaladora no Senado, capaz de amordaçar o STF, poderá andar em direção ao penhasco que engoliu Zambelli e muitos outros.

Zema ataca Gilmar Mendes com uma intensidade nunca vista antes e com um tom de deboche que pode ter passado dos limites. Mendes, o ministro com a retórica e as armas mais pesadas do STF, quando o alvo são os detratores, vai engolir um Zema derrotado em 2026?
Se não engoliu Sergio Moro, a quem processa no STF pelas declarações de que é possível comprar habeas corpus de Mendes, vai deixar passar, com Zema sem proteção, tudo o que a tartaruga mineira vem dizendo a seu respeito?
Quem irá proteger Zema sem mandato, mesmo que num segundo turno ele se jogue com empenho na campanha de Flávio, se o bolsonarismo não protege nem os seus?