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Sabatina de Jorge Messias para o STF acontece hoje com disputa acirrada por votos; acompanhe

Jorge Messias, AGU. Foto: Victor Piemonte/STF

Jorge Messias, advogado-geral da União, será sabatinado nesta quarta-feira (29) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Indicado pelo presidente Lula (PT) em novembro de 2025, ele precisa da maioria dos votos dos senadores presentes na comissão para avançar à etapa final.

A disputa é tratada como voto a voto pelo governo e pela oposição. Mesmo que seja aprovado ou rejeitado na CCJ, o nome de Messias será levado ao plenário do Senado, onde precisará de pelo menos 41 votos favoráveis. Nas duas votações, o processo será secreto, sem divulgação de como cada parlamentar votou.

Segundo o g1, senadores da base governista afirmam esperar uma aprovação tranquila na CCJ e projetam entre 43 e 48 votos no plenário. A indicação, porém, foi marcada por tensão desde o início. A escolha de Lula provocou crise com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que tentava emplacar Rodrigo Pacheco (PSB-MG), aliado político e colega na Casa.

Após a indicação, Alcolumbre chegou a anunciar uma sabatina em duas semanas, em meio à tentativa de limitar a circulação de Messias entre os senadores. O governo adiou o envio da mensagem formalizando a escolha, que só ocorreu no início deste mês. Em abril, já com o calendário definido, Alcolumbre recusou uma audiência oficial com o indicado.

Segundo o blog da Andreia Sadi, Alcolumbre e Messias se encontraram na semana passada na casa do ministro Cristiano Zanin, fora da agenda oficial.

Para Lula, Jorge Messias no STF é indispensável para consolidar sua força política em mais um poder.
O indicado pelo presidente Lula, Jorge Messias. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Também participaram Rodrigo Pacheco e o ministro Alexandre de Moraes, aliados do presidente do Senado. Na conversa, Messias foi lembrado de que sabatinas recentes tiveram placares apertados, como a recondução de Paulo Gonet à Procuradoria-Geral da República, aprovada com 45 votos.

Aliados de Messias descreveram a reunião como um “reencontro de dois amigos”, afastados por “razões do destino”, mas que tinham “certeza de que se queriam bem logo que se encontraram”. Interlocutores de Alcolumbre, por outro lado, afirmam que ele não prometeu votos, mas garantiu um processo institucional.

Na terça-feira (28), Pacheco almoçou com Messias ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin e de João Campos, prefeito do Recife e presidente do PSB, formalizando o apoio do partido. Para aliados, o gesto indica que o grupo político de Alcolumbre está à vontade para votar a favor do indicado.

Às vésperas da sabatina, o governo Lula empenhou cerca de R$ 12 bilhões em emendas parlamentares. No Senado, o PL, principal partido de oposição, foi a legenda com maior volume separado para pagamento, com R$ 479 milhões.

Messias também terá o apoio do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, que prometeu acompanhá-lo durante a sabatina. “Bloqueei toda minha agenda. Chegarei com ele e ficarei ao lado dele até o fim como um gesto de apoio”, disse Múcio ao g1.

A sabatina será a terceira e última da pauta da CCJ. Antes, a comissão analisará os nomes de Margareth Costa para o TST e de Tarcijany Machado para a Defensoria Pública-Geral Federal.

Acompanhe a CCJ aqui: