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Míriam Leitão vê escolha errada de Lula e “pirraça” de Alcolumbre no caso Messias

advogado-geral da União Jorge Messias com expressão de preocupação, sem olhar para a câmera
O advogado-geral da União Jorge Messias – Reprodução

A jornalista Míriam Leitão, em artigo intitulado “Os erros de Lula e os maus motivos do Senado”, publicado na noite desta quarta-feira (29) no Globo, avaliou que a derrota de Jorge Messias no Senado expôs uma combinação de erro político do presidente Lula e atuação de bastidor do presidente da Casa, Davi Alcolumbre. Para ela, a rejeição do advogado-geral da União ao Supremo Tribunal Federal foi contaminada por uma disputa política antecipada e por interesses particulares em torno da vaga aberta na Corte. Confira trechos

Lula escolheu mal seu candidato. Havia um clamor pela indicação de uma mulher e há um número grande de juristas que ele poderia ter escolhido. O STF precisa de diversidade, não pode ser um clube de homens brancos, com apenas uma solitária mulher que em três anos atingirá a idade limite. […]

Ao anunciar o nome de Messias, em novembro passado, faltou a Lula o que ele já demonstrou ter de sobra, habilidade política. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, estava querendo ir além das suas prerrogativas. Queria ele mesmo fazer o novo ministro. Por isso, defendia o nome de Rodrigo Pacheco. Lula ao anunciar Jorge Messias não teve o cuidado natural de comunicar antes a Alcolumbre. Isso não justifica evidentemente seis meses de pirraça do presidente do Senado, com destaque para não ter sequer recebido Messias em seu gabinete depois de ele ter sido aprovado na Comissão de Constituição e Justiça. […]

O bolsonarismo evidentemente comemorou essa derrota, mas isso não traz qualquer indicação do resultado desta eleição. A disputa que começou oficialmente nesta quarta, 29 de abril, tem seis meses pela frente. E quem vota é o país, e não alguns senadores encastelados em seus próprios interesses e conchavos.