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Boulos diz ver “aliança entre bolsonarismo e chantagem política” contra Messias

Guilherme Boulos comentou sobre a derrota de Jorge Messias no Senado
O ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos. Foto: Graccho/SGPR

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, criticou a rejeição de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado. O advogado-geral da União, indicado por Lula para a vaga aberta na Corte, foi barrado por 42 votos contrários e 34 favoráveis.

“A aliança entre bolsonarismo e chantagem política venceu na rejeição ao nome de Jorge Messias ao STF. O Senado sai menor desse episódio lamentável”, afirmou Boulos em uma rede social.

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, disse que o governo aceita o resultado, mas afirmou que cabe ao Senado explicar a decisão. Ele classificou Messias como “uma das melhores indicações da República”.

“Cabe a nós aceitarmos o resultado com a maior serenidade possível”, declarou Guimarães ao lado de Messias. “Cabe portanto ao Senado explicar as razões que levaram a maioria a não aprovar uma das melhores indicações da República”, completou.

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), disse ter recebido o placar com “surpresa”: “Cada um vota como quer”, afirmou o senador.

Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, atribuiu a derrota à “pressão do processo eleitoral” e afirmou que Lula fará uma nova indicação ao STF. Questionado sobre eventual papel de Davi Alcolumbre (União-AP) no resultado, o senador descartou essa hipótese “em absoluto”.