
O presidente Lula fará um pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão nesta quinta (30), às 20h30. Durante o discurso, que deve durar mais de 5 minutos, ele abordará o Dia do Trabalhador e anunciará detalhes do programa de renegociação de dívidas do governo, que será lançado na próxima semana.
O objetivo do programa é aliviar o endividamento das famílias brasileiras, especialmente aquelas com contas em atraso no cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal. O programa de renegociação permitirá que pessoas com dívidas entre 90 dias e dois anos, e que ganham até 5 salários mínimos, troquem suas dívidas por um contrato com taxas limitadas a 1,99% ao mês.
Os clientes terão até quatro anos para pagar a nova dívida. A expectativa é de que haja um período de carência de um mês para o pagamento da primeira parcela, momento em que o cliente terá o nome “limpo” nos cadastros de inadimplência. Além disso, o uso do FGTS será permitido para quitar até 20% da dívida, desde que seja utilizado exclusivamente para esse fim.

O projeto e o fim da escala de trabalho 6×1 serão os principais temas do pronunciamento. O presidente não abordará a recente derrota do governo na indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), que ocorreu nesta quarta (29). O presidente também anunciou que não comparecerá aos atos organizados pelas centrais sindicais.
O Partido Liberal (PL) chegou a protocolar uma petição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para restringir o conteúdo do pronunciamento presidencial.
A petição ainda não foi apreciada, e o pronunciamento está confirmado para ocorrer conforme programado, com o foco em políticas públicas para melhorar a situação financeira das famílias brasileiras.
O último pronunciamento do presidente foi feito em 7 de março, um dia antes do Dia da Mulher e em meio ao lançamento do “Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio”. Na ocasião, ele defendeu o combate ao feminicídio.