
Após a histórica derrota no Congresso Nacional, com a reprovação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Lula não pretende demitir os ministros indicados por Davi Alcolumbre (União-AP), nem retaliar o presidente do Senado diretamente. Com informações do Globo.
A decisão de manter os ministros de Integração Nacional, Waldez Góes, e das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, reflete a análise de que essa seria uma medida prudente neste momento delicado.
De acordo com as primeiras avaliações feitas após a derrota, a estratégia de Lula é não desafiar Alcolumbre, evitando um confronto direto e buscando preservar a estabilidade política dentro do governo.
Waldez Góes, que foi governador do Amapá por quatro mandatos, chegou ao Ministério da Integração Nacional por meio de Alcolumbre, e tem se destacado pela gestão de obras e pela atuação da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), um órgão vinculado ao “Centrão”. Já Frederico de Siqueira Filho, nomeado para o Ministério das Comunicações, também foi indicado por ele, substituindo Juscelino Filho.

Fontes próximas ao presidente informam que Lula aprecia o trabalho dos ministros e considera que ambos têm apresentado resultados satisfatórios, além de manterem bom relacionamento com a Casa Civil.
A avaliação é que, ao não demitir os ministros, Lula evita a impressão de fragilidade e reforça sua postura pragmática, focada em governabilidade e em não alimentar um clima de confronto desnecessário com o Senado, neste momento.
O revés na votação de Messias, que resultou em 34 votos favoráveis e 42 contrários à sua indicação, foi um marco histórico: pela primeira vez em 132 anos, o Senado rejeitou um nome para o STF. Lula, em conversas com seus auxiliares, reconheceu a possibilidade de uma derrota, mas reforçou que tomaria as decisões com calma, sem pressa, e sempre com a perspectiva de análise cuidadosa das circunstâncias.
No entanto, segundo informações da imprensa, o presidente da República já descartou a possibilidade de atender ao desejo de Alcolumbre e indicar o nome de Rodrigo Pacheco, atual presidente do Senado, para a vaga no STF.