
Para variar, o governo dos Estados Unidos mente.
Em nota oficial divulgada na quinta-feira (30), o Departamento de Estado do país condenou a missão humanitária da Flotilha Global Sumud, alegando que a iniciativa é “pró-Hamas” e que a iniciativa eles visa enfraquecer o Plano de Paz do presidente Donald Trump. Alguém acredita mesmo que Trump busca a paz?
A administração norte-americana solicitou que seus países aliados bloqueiem o acesso das embarcações participantes da operação, incluindo a proibição de atracação, partida e reabastecimento nos portos de suas respectivas nações.
O governo dos EUA disse sem comprovação que a organização responsável pela flotilha, a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior, foi designada como entidade terrorista global em janeiro de 2026, com o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) sancionando a organização pelo seu vínculo com o Hamas.
Segundo a desculpa dos EUA, o fundador da flotilha expressou apoio ao regime iraniano e a grupos aliados do Irã, como o Hamas e o Hezbollah. Como se isso fosse crime, e não um direito. De acordo com o Departamento de Estado dos EUA, a flotilha representa uma tentativa de sabotar o plano de paz de Trump.
O governo norte-americano ainda pediu que países aliados que têm se comprometido a apoiar o Plano de 20 Pontos do presidente Trump tomem medidas firmes contra a operação. Isso inclui a negação do acesso às embarcações envolvidas, fundamentando-se no direito internacional que assegura a soberania dos Estados costeiros sobre suas águas internas.

Os Estados Unidos esperam que as nações aliadas impeçam o acesso de embarcações “razoavelmente suspeitas de facilitar o terrorismo” e que representem riscos à segurança. Além disso, foi solicitado que os governos emitam alertas públicos informando seus cidadãos sobre as implicações legais para aqueles que decidirem participar da flotilha.
No dia anterior, quarta-feira (29), barcos da Flotilha Global Sumud foram interceptados por forças israelenses no Mar Mediterrâneo. A missão internacional estava a caminho da Faixa de Gaza quando foi abordada.
Entre os ativistas a bordo estava Thiago Ávila, além de Mandi Coelho, pré-candidata a deputada federal pelo PSTU. Outros ativistas brasileiros, como Ariadne Telles e Beatriz Moreira, foram redirecionados para Creta, na Grécia, por motivos de segurança.
O ‘Times of Israel’ reportou que a Marinha israelense interceptou 22 das 58 embarcações que se dirigiam a Gaza, resultando na detenção de pelo menos 175 ativistas.