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Haddad cita “lavagem cerebral coletiva” ao comentar empate entre Lula e Flávio Bolsonaro

O ex-ministro Fernando Haddad (PT)

O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), pré-candidato ao governo de São Paulo, afirmou nesta sexta-feira (1º) que o empate técnico entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em pesquisas eleitorais recentes só pode ser explicado por uma “lavagem cerebral coletiva”. A declaração foi feita durante participação em evento do Dia do Trabalhador, em São Paulo.

Segundo Haddad, a comparação entre os dois cenários políticos é incompatível com a trajetória dos governos. “É inadmissível o que está se falando aqui nas pesquisas eleitorais. O contraste é tão grande, tão grande, que só uma lavagem cerebral coletiva explica uma comparação possível entre esses dois presidentes na história do Brasil”, disse.

Pesquisa Datafolha divulgada em abril mostrou que Flávio Bolsonaro atingiu 46% das intenções de voto, contra 45% de Lula, configurando empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Foi a primeira vez que o petista apareceu numericamente atrás do adversário.

Durante o ato, Haddad também declarou que pretende atuar diariamente na campanha pela reeleição de Lula. “Agora nós vamos lutar pela jornada 5 por 2, de 40 horas [de trabalho por semana], e vamos lutar na jornada 7 por 0 para reeleger o presidente Lula”, afirmou.

Lula durante evento

O ex-ministro atribuiu o crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas à desinformação durante o período eleitoral. Segundo ele, há tentativas de influenciar a opinião pública com omissão de informações.

Haddad também mencionou propostas atribuídas à equipe econômica ligada ao pré-candidato do PL, como a possibilidade de reajustar despesas públicas apenas pela inflação. Ele afirmou que medidas desse tipo afetariam áreas como saúde, educação e direitos sociais.

No mesmo evento, Haddad participou ao lado de Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (MDB), que também são cotadas para a disputa ao Senado em São Paulo. O ex-ministro afirmou que não haverá imposição de nomes na formação da chapa.

Segundo ele, a definição dos candidatos será feita por meio de diálogo entre os envolvidos. “Não existe imposição, e as pessoas estão se colocando. […] Vamos levar em consideração isso tudo e vamos chegar a um denominador comum nas próximas semanas, mas sem atropelo”, afirmou.