
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema afirmou que o Brasil está “criando uma geração de imprestáveis” ao comentar programas sociais durante entrevista ao programa “Canal Livre”, da Band, exibida no domingo (4). A declaração ocorreu ao ser questionado sobre mudanças em políticas de transferência de renda e o futuro do Bolsa Família.
Zema disse que pretende manter o benefício para quem precisa, mas defendeu revisão de critérios e maior controle. Segundo ele, há crescimento de beneficiários aptos ao trabalho que permaneceriam fora do mercado formal.
“Nós não vamos pagar auxílio do governo, Bolsa Família, para os marmanjões, que é o que mais está crescendo no Brasil”, afirmou. Na sequência, o ex-governador relatou situações que teria observado em diferentes estados.
“Vagas com carteira assinada e marmanjão em casa, na internet, nas redes sociais, no Netflix, prefere receber o auxílio governamental, não estuda, não trabalha, vive às custas do governo e de vez em quando faz um bico para complementar a renda”, declarou.
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Durante a entrevista, ele defendeu que beneficiários que recusarem oportunidades de emprego possam perder o auxílio. “Se ele falar não, o auxílio está cortado”, disse, ao citar estruturas como o Sistema Nacional de Emprego e secretarias municipais como possíveis intermediadoras das vagas.
Questionado sobre o direito de recusar empregos incompatíveis com o perfil do trabalhador, Zema afirmou que haveria alternativas. “Eu tenho aqui 10 vagas, qual que é melhor para você?”, declarou ao sugerir escolha entre opções disponíveis.
A declaração foi dada dias depois de Zema defender a liberação do trabalho infantil no Brasil, durante entrevista ao podcast Inteligência Limitada, na sexta (1º). “Aqui no Brasil parece que a esquerda criou essa noção de que trabalhar prejudica criança. Lá fora, nos Estados Unidos, criança trabalha entregando jornal, recebe não sei quantos centavos por cada jornal entregue, no tempo que ela tem. Aqui é proibido, está escravizando a criança”, disse ele na ocasião.