
Alessandro Martins dos Santos, de 21 anos, foi preso no sábado (2), em Brejões, na Bahia, apontado pela Polícia Civil como o único maior de idade envolvido no estupro coletivo de duas crianças, de 7 e 10 anos, ocorrido em 21 de abril, feriado de Tiradentes, na zona leste de São Paulo. Ele deve ser transferido para a capital paulista nesta segunda-feira (4).
De acordo com a investigação, ele é considerado o “mentor” do crime. Segundo a polícia, partiu dele a decisão de registrar os abusos e de compartilhar as imagens. Até o momento, quatro envolvidos foram detidos, sendo três adolescentes e o adulto. Um menor segue foragido.
A atuação dele foi detalhada em coletiva realizada no domingo (3), no 63° Distrito Policial, na Vila Jacuí. A delegada Janaina Dziadowczyk afirmou que a ideia de gravar partiu do suspeito, que inicialmente filmou os atos e depois pediu a um dos adolescentes que continuasse a gravação.
A apuração aponta que o material foi enviado por Alessandro a contatos via WhatsApp. A partir desse envio, as imagens passaram a circular nas redes sociais. A polícia investiga quem recebeu e compartilhou o conteúdo, e essas pessoas poderão ser responsabilizadas na segunda fase do inquérito.
Um homem de 21 anos suspeito de participar de um estupro coletivo contra 2 crianças, de 7 e 10 anos, em São Paulo, foi preso neste sábado (2), na Bahia. Alessandro Martins dos Santos foi localizado no município de Jequié e será transferido p/ a capital paulista. Policial sincero. pic.twitter.com/Qjf58OzFtG
— Dalva Polezi 🇧🇷🪖 (@dalvapolezi) May 3, 2026
Registros indicam que Alessandro possuía anotações criminais anteriores apenas quando era menor de idade. O tipo de ocorrência não foi divulgado pelas autoridades. A polícia informou que os envolvidos detidos confessaram participação no crime.
Três adolescentes foram apreendidos ao longo da investigação. Dois se apresentaram acompanhados dos pais na delegacia na quinta-feira (30), enquanto outro foi localizado em Jundiaí, no interior de São Paulo.
As autoridades também negociam a entrega do menor que permanece foragido. O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, informou que há diálogo com a família. A delegada responsável declarou: “A melhor coisa a fazer neste momento.”
A investigação segue com foco na identificação de pessoas que compartilharam os vídeos e em possíveis ameaças às famílias das vítimas. A polícia orienta que o material não seja divulgado e afirma que a disseminação pode resultar em responsabilização criminal.