
O presidente Lula afirmou nesta terça-feira (5) que a prisão do ativista brasileiro Thiago Ávila pelo governo de Israel é “injustificável” e pediu a libertação imediata. O brasileiro foi detido ao participar da flotilha Global Sumud, grupo que buscava levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza.
“A manutenção da prisão do cidadão brasileiro Thiago Ávila, membro da flotilha “Global Sumud”, é uma ação injustificável do governo israelense, causa grande preocupação e deve ser condenada por todos’ escreveu o presidente em seu X.
‘A detenção dos ativistas da flotilha em águas internacionais já representava uma grave afronta ao direito internacional. Por essa razão, nosso governo, juntamente com o da Espanha, que também teve um cidadão detido, exige que recebam plenas garantias de segurança e sejam libertados imediatamente”, completou ele.
Manter a prisão do cidadão brasileiro Thiago Ávila, integrante da flotilha “Global Sumud”, é uma ação injustificável do governo de Israel, causa grande preocupação e deve ser condenada por todos. A detenção dos ativistas da flotilha em águas internacionais já havia representado…
— Lula (@LulaOficial) May 5, 2026
Segundo familiares, ele permanece em cela solitária e iniciou greve de fome após a captura. A esposa, Lara Silva, afirmou que não houve formalização de acusações. “Não foram formalizadas queixas e ele continua preso para interrogatórios por acusações apresentadas apenas como suspeitas, sem provas ou evidências”, disse.
Ela também afirmou que a defesa não teve acesso aos elementos do processo. “O juiz considerou ‘informações sigilosas’ para determinar que ele deve continuar passando por interrogatórios e nem ele nem sua advogada tiveram acesso ao que são essas informações. Claramente uma violação de direito de defesa”, declarou.
Além do brasileiro, o espanhol-palestino Saif Abu Keshek também foi detido pelas forças israelenses. Ambos são acusados de vínculos com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior, organização sancionada pelos Estados Unidos.
Os dois integravam uma missão da flotilha Global Sumud, organizada para tentar romper o bloqueio imposto por Israel à Faixa de Gaza com o envio de ajuda humanitária. As embarcações foram interceptadas por forças israelenses durante o trajeto.
Em nota conjunta, os governos do Brasil e da Espanha classificaram a ação como “sequestro de dois de seus cidadãos em águas internacionais”. O documento afirma que a operação foi “flagrantemente ilegal” e uma “afronta ao Direito Internacional”.
O comunicado também defende que a conduta pode ser alvo de questionamentos em tribunais internacionais e exige o “retorno imediato” dos detidos aos seus países de origem.