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Lula chama prisão de Thiago Ávila em Israel de “injustificável” e pede libertação

O ativista Thiago Ávila preso em Israel. Foto: Divulgação

O presidente Lula afirmou nesta terça-feira (5) que a prisão do ativista brasileiro Thiago Ávila pelo governo de Israel é “injustificável” e pediu a libertação imediata. O brasileiro foi detido ao participar da flotilha Global Sumud, grupo que buscava levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza.

“A manutenção da prisão do cidadão brasileiro Thiago Ávila, membro da flotilha “Global Sumud”, é uma ação injustificável do governo israelense, causa grande preocupação e deve ser condenada por todos’ escreveu o presidente em seu X.

‘A detenção dos ativistas da flotilha em águas internacionais já representava uma grave afronta ao direito internacional. Por essa razão, nosso governo, juntamente com o da Espanha, que também teve um cidadão detido, exige que recebam plenas garantias de segurança e sejam libertados imediatamente”, completou ele.

Segundo familiares, ele permanece em cela solitária e iniciou greve de fome após a captura. A esposa, Lara Silva, afirmou que não houve formalização de acusações. “Não foram formalizadas queixas e ele continua preso para interrogatórios por acusações apresentadas apenas como suspeitas, sem provas ou evidências”, disse.

Ela também afirmou que a defesa não teve acesso aos elementos do processo. “O juiz considerou ‘informações sigilosas’ para determinar que ele deve continuar passando por interrogatórios e nem ele nem sua advogada tiveram acesso ao que são essas informações. Claramente uma violação de direito de defesa”, declarou.

Além do brasileiro, o espanhol-palestino Saif Abu Keshek também foi detido pelas forças israelenses. Ambos são acusados de vínculos com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior, organização sancionada pelos Estados Unidos.

Os dois integravam uma missão da flotilha Global Sumud, organizada para tentar romper o bloqueio imposto por Israel à Faixa de Gaza com o envio de ajuda humanitária. As embarcações foram interceptadas por forças israelenses durante o trajeto.

Em nota conjunta, os governos do Brasil e da Espanha classificaram a ação como “sequestro de dois de seus cidadãos em águas internacionais”. O documento afirma que a operação foi “flagrantemente ilegal” e uma “afronta ao Direito Internacional”.

O comunicado também defende que a conduta pode ser alvo de questionamentos em tribunais internacionais e exige o “retorno imediato” dos detidos aos seus países de origem.