
O Estadão conseguiu esculhambar com o ânimo geral do Brasil depois da reunião Trump-Lula e deu uma manchete sem relevância no contexto do que aconteceu em Washington:
“Trump não vai mudar por conta de uma reunião de três horas comigo, diz Lula após encontro nos EUA”.
A declaração é na verdade uma fala respeitosa de Lula em relação ao americano, na linha de que não tem como impor suas ideias a Trump.
Mas o Estadão aproveitou para largar uma manchete mal-humorada e fora de contexto. No início da noite, um editor corrigiu a manchete, que ficou assim:
“Lula diz que sai satisfeito de reunião nos Estados Unidos e que Trump não abordou Pix e facções criminosas”

Essa é a manchete protocolar do Globo:
“Lula se diz ‘otimista’ sobre tarifas e vê ‘evolução’ na relação com EUA: amor à primeira vista”.
E esta é a da Folha, que mancheteia o que gostaria que tivesse acontecido, mas não aconteceu:
“Lula afirma que não discutiu com Trump classificação de facções criminosas em reunião”.
A melhor manchete, que nenhum jornalão deu, é esta:
“Lula faz Trump sorrir”.
O PEDIDO
Lula estava com toda a corda na coletiva. Disse que Trump aparece rindo na foto porque ele pediu.
“Eu sempre acho que a fotografia vale muito. Vocês viram que o presidente Trump rindo é melhor do que de cara feia. E eu fiz questão de dizer pra ele: ria. É importante, alivia a nossa alma se a gente ri um pouco”.
Lula também disse que fez um pedido: Trump não pode anular o visto de entrada dos jogadores brasileiros na Copa, porque o Brasil quer ser campeão.
Um jornalista perguntou sobre a reação do americano, e Lula disse:
“Ele riu, porque agora ele vai rir sempre. Ele aprendeu que rir é muito bom”.
Abaixo, o link para a coletiva: