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Ypê mantém linhas de produção paradas mesmo após liberação da Anvisa

Linha de produção da Ypê — Foto: Divulgação/Ypê

A Ypê informou neste sábado (9) que mantém suspensas as linhas de produção da fábrica de líquidos, mesmo após a Anvisa liberar a fabricação e a venda dos produtos que haviam sido alvo de restrição. A decisão foi comunicada pela fabricante de produtos de limpeza em nota divulgada após a agência aceitar o efeito suspensivo do recurso apresentado pela empresa.

As linhas paralisadas desde quinta-feira (7) fabricam os itens que tiveram a venda suspensa pela Anvisa. A medida envolve lava-roupas líquido, lava-louças líquido e desinfetantes com número de lote final 1, segundo a empresa.

A Ypê afirmou que a manutenção da suspensão tem como objetivo “acelerar o cronograma e a conclusão de medidas apontadas pela Anvisa durante a última fiscalização”. A companhia disse ainda que segue em contato com as autoridades responsáveis pelo caso.

“A Ypê reforça sua colaboração máxima com as autoridades na busca por uma solução definitiva para a situação, o mais breve possível, reafirmando, acima de tudo, o seu compromisso permanente com a segurança e a saúde dos consumidores”, afirmou a fabricante.

Produtos da Ypê em gôndola de supermercado — Foto: Reprodução

A Anvisa havia suspendido na quinta-feira (7) a venda de 24 produtos da marca por suspeita de contaminação. A decisão foi tomada após uma inspeção conjunta com órgãos de São Paulo identificar falhas no controle de qualidade da fábrica da Química Amparo, responsável pela marca Ypê.

A medida atingiu detergentes, sabões líquidos e desinfetantes com numeração de lote terminada em 1. A agência apontou risco de contaminação por microrganismos causadores de doenças e informou que as falhas observadas no processo produtivo comprometiam as boas práticas de fabricação na unidade de Amparo (SP).

A empresa apresentou recurso contra a decisão que suspendeu a fabricação dos produtos. Pela regra da própria Anvisa, prevista na resolução 266 de 2019, o recurso suspende automaticamente a proibição até uma nova manifestação da agência.

Mesmo com a liberação temporária da fabricação e da venda, a Anvisa manteve a orientação para que os consumidores não utilizem os itens indicados. “Mesmo com o efeito suspensivo, a Anvisa recomenda que os consumidores não usem os produtos indicados, por segurança”, afirmou o órgão.