Diário do Centro do Mundo | O que interessa e nada mais

Logo DCM
Logo DCM
Apoie o DCM

PF investiga aporte milionário no Master durante gestão de aliado de Ciro Nogueira

Guilherme Derrite, Danilo Joan, Mauricio Neves e Ciro Nogueira. Foto: reprodução

A Polícia Federal deflagrou a operação Off Balance para investigar aportes milionários feitos pelo fundo de previdência dos servidores de Cajamar, na Grande São Paulo, no Banco Master. A investigação apura investimentos de R$ 87 milhões realizados entre agosto de 2023 e março de 2024 na instituição controlada pelo empresário Daniel Vorcaro.

Segundo a coluna de Fabio Serapião no UOL, os aportes ocorreram durante a gestão do então prefeito Danilo Joan, atual vice-presidente estadual do PP e aliado do senador Ciro Nogueira (PP-PI). O parlamentar foi alvo de uma operação da PF na semana passada em investigação sobre recebimento de propina relacionada ao Master.

Joan não é alvo da operação atual, mas a PF informou que a participação do ex-prefeito nos investimentos ainda será aprofundada durante as apurações. Além dos R$ 87 milhões destinados ao Master, os investigadores também analisam outros R$ 20 milhões aplicados no banco Daycoval.

Ao todo, a PF cumpre seis mandados de busca e apreensão em Cajamar, Boituva e na capital paulista. As ordens judiciais foram expedidas pela 9ª Vara Criminal Federal de São Paulo. Os investigadores apuram suspeitas de gestão temerária de recursos previdenciários públicos por meio de aplicações consideradas de alto risco.

Daniel Vorcaro e Ciro Nogueira. Foto: Reprodução

Segundo a corporação, há indícios de que a compra das letras financeiras dos bancos ocorreu sem análise técnica adequada. A investigação também aponta possíveis falhas de governança, ausência de estudos de risco e eventual favorecimento ao banco Master nas operações realizadas pelo fundo previdenciário municipal.

Em nota, a Prefeitura de Cajamar afirmou que o Instituto de Previdência Social dos Servidores da cidade possui autonomia administrativa e financeira para gerir os recursos previdenciários dos servidores municipais. A administração alegou que não participa diretamente das aplicações financeiras realizadas pela autarquia.

A prefeitura também afirmou que os investimentos seguiram as normas vigentes na época e que as instituições financeiras envolvidas possuíam autorização de funcionamento do Banco Central. Ciro Nogueira negou qualquer irregularidade. “Nunca recebi nenhum valor ilícito ou cometi qualquer irregularidade que seja, nesse caso ou em qualquer outro”, afirmou o senador.