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Polícia indicia fundador da Odonto Excellence por suspeita de assassinato de ex-diretor

Oséias Gomes de Moraes, 54, CEO e fundador da Odonto Excellence, foi indiciado por mandar matar diretor da empresa; ele nega. Foto: Reprodução

O empresário Oséias Gomes de Moraes, de 54 anos, foi indiciado pela Polícia Civil do Paraná sob suspeita de mandar matar o ex-diretor da rede odontológica José Claiton Leal Machado, conhecido como Claus. Segundo a investigação, o crime teria sido motivado por disputas empresariais envolvendo o controle da Odonto Excellence, considerada uma das maiores franqueadoras de clínicas odontológicas do país. As informações são da Folha.

José Claiton foi morto em 19 de abril de 2022, em Ponta Grossa, no Paraná. De acordo com a polícia, ele chegava em casa acompanhado da filha quando foi surpreendido por dois homens armados na garagem da residência. A vítima ainda tentou reagir e entrou em luta corporal com os criminosos, mas acabou morta a tiros.

As investigações apontam que o homicídio foi planejado e contou com participação de intermediários e operadores financeiros. A Polícia Civil afirma ter identificado transferências bancárias realizadas por contas ligadas a Oséias Gomes e empresas associadas ao empresário para pessoas investigadas por participação no crime. Segundo os investigadores, os valores teriam sido usados para custear a execução do assassinato.

Polícia Civil. Foto: Reprodução

O empresário foi indiciado por homicídio qualificado por motivo torpe, pagamento de recompensa e emboscada, circunstâncias que, segundo a polícia, dificultaram a defesa da vítima. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público do Paraná, que decidirá se apresenta denúncia formal à Justiça ou solicita novas diligências.

Em nota, a defesa de Oséias afirmou que a versão apresentada pela polícia “é nitidamente contrária ao que está sendo ventilado” e declarou que o empresário seria vítima de extorsão praticada por criminosos interessados em vantagens financeiras. O advogado Claudio Dalledone Junior também afirmou que Oséias “é íntegro, honesto, sem antecedentes criminais” e acrescentou: “Isso é um absurdo”.

A investigação também identificou outros suspeitos de participação no caso, incluindo um coordenador do ataque que segue foragido e pessoas apontadas como intermediárias dos repasses financeiros. Um dos acusados já foi condenado pela execução do homicídio e permanece preso. Outro investigado não será julgado por falta de provas.