
Setores ligados a Evo Morales, com objetivo de impedir que o ex-presidente boliviano seja preso, ocuparam as instalações do Aeroporto de Chimoré, no interior da Bolívia, durante protestos sociais e bloqueios registrados na região. A informação foi divulgada pelo ministro de Obras Públicas, Mauricio Zamora.
A ação ocorreu no sábado (16) e foi classificada pelo governo boliviano como ilegal. Zamora afirmou que a ocupação do terminal público prejudica a paz social e agrava o cenário de tensão no país.
O ministro disse que um aeroporto público não deve ser usado como espaço de confronto político. Segundo ele, a Bolívia precisa de diálogo, paz, institucionalidade e soluções concretas para a população.
“A Bolívia não merece mais violência, ameaças ou discursos que colocam vidas em risco”, declarou Zamora ao comentar a ocupação do Aeroporto de Chimoré.
🇧🇴 Crise na Bolívia – atualização (16/5): 🚨 O que aconteceu: Apoiadores de Evo Morales tomaram o aeroporto de Chimoré para impedir sua prisão. Ex-presidente enfrenta 3 ordens de detenção por estupro e trata de pessoas. ✈️ Aeroporto ocupado: Manifestantes colocaram pedras e… pic.twitter.com/eWokWuYT6v
— Brasil Conservador®️🇧🇷🇺🇸🇮🇱100%SDV (@MachadoDarlon) May 16, 2026
Lideranças dos setores mobilizados, no entanto, afirmam que a ação foi uma “tomada pacífica”. Segundo esses grupos, a ocupação teve como objetivo impedir uma eventual prisão de Evo Morales.
O ex-presidente boliviano enfrenta três mandados de prisão, de acordo com as informações citadas pelas lideranças mobilizadas. Os apoiadores afirmam que permanecerão em defesa do ex-chefe de Estado.
Teófilo Sánchez, líder dos Interculturais, declarou que o ato foi motivado pela decisão de proteger Morales. Ele afirmou que os manifestantes estão dispostos a defender o ex-presidente mesmo que isso custe vidas.
Em meio à ocupação e às dúvidas sobre a estrutura do terminal, o governo central anunciou uma auditoria detalhada no projeto de construção do Aeroporto de Chimoré. O objetivo, segundo as autoridades, é verificar os recursos públicos investidos na obra.