
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, arquivou nesta quinta-feira (21) a investigação em relação ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) e aos deputados Doutor Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL) no caso das bagagens que teriam entrado irregularmente no Brasil em 2025. Com informações da Folha de S.Paulo.
A apuração trata de malas que não passaram pelo raio-X após o pouso de um avião particular no Aeroporto Executivo Internacional Catarina, em São Roque (SP), na região de Sorocaba. O inquérito investiga possível facilitação de contrabando ou descaminho e prevaricação.
Segundo Moraes, os elementos reunidos pela Polícia Federal não apontam participação dos parlamentares nos crimes investigados. O ministro afirmou que a presença deles no voo “não representa circunstância indicativa de qualquer participação nos crimes” e determinou que o caso volte à 1ª Vara Federal de Sorocaba.

A decisão acolheu manifestação da PGR, que também defendeu a ausência de indícios contra os passageiros com foro privilegiado. No parecer, a Procuradoria-Geral da República afirmou que não havia registro de etiquetas com os nomes dos parlamentares nas bagagens que passaram por fora do raio-X.
O relatório da PF citado no processo diz que apenas o piloto José Jorge de Oliveira Júnior passou pelo lado de fora do equipamento com volumes não fiscalizados. O documento afirma ainda que “não é possível afirmar categoricamente a quem os volumes pertencem ou seu conteúdo”.
O voo retornava da ilha de São Martinho, no Caribe, em aeronave do empresário Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG, dono de empresas de apostas online e alvo da CPI das Bets. À Folha, Hugo Motta disse que a decisão de Moraes “é autoexplicativa” e que segue confiando na Justiça.