
O Ministério das Relações Exteriores convocou nesta quinta-feira (21) a chefe da embaixada de Israel no Brasil, Rasha Athamni, para prestar esclarecimentos sobre o vídeo divulgado pelo ministro da Segurança Nacional israelense, Itamar Ben-Gvir, com ativistas da Flotilha Global Sumud amarrados e ajoelhados.
A diplomata, que atua como encarregada de negócios em Brasília, foi chamada ao Itamaraty após a repercussão das imagens. No registro, integrantes da missão humanitária aparecem com as mãos presas nas costas e as testas apoiadas no chão, enquanto Ben-Gvir exibe uma bandeira de Israel.
Antes da convocação, o Itamaraty já havia divulgado nota em que classificou como “degradante e humilhante” o tratamento dado pelas autoridades israelenses aos participantes da flotilha. A pasta também repudiou a interceptação das embarcações em águas internacionais e a detenção dos ativistas.
ככה אנחנו מקבלים את תומכי הטרור
Welcome to Israel 🇮🇱 pic.twitter.com/7Hf8cAg7fC
— איתמר בן גביר (@itamarbengvir) May 20, 2026
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, quatro brasileiros estavam entre os integrantes da missão: Beatriz Moreira, Ariadne Teles, Thainara Rogério e Cássio Pelegrini. O governo brasileiro cobrou a libertação imediata dos detidos e o respeito à dignidade dos participantes.
A Flotilha Global Sumud reunia cerca de 430 ativistas de aproximadamente 40 países e seguia em direção à Faixa de Gaza com ajuda humanitária. As embarcações foram interceptadas por forças israelenses no Mediterrâneo antes de chegar ao território palestino.
Rasha Athamni comanda a representação israelense no Brasil desde outubro de 2025, na condição de encarregada de negócios. Ela assumiu a função em meio à crise diplomática entre Brasil e Israel, após a indicação de Gali Dagan para a embaixada não receber aval do governo brasileiro.