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Deputado do PT aciona TSE sobre os R$ 134 milhões de Vorcaro em Dark Horse

O ator Jim Caviezel, que fará Jair Bolsonaro em "Dark Horse"
O ator Jim Caviezel, que fará Jair Bolsonaro em “Dark Horse”. Foto: Divulgação

O deputado federal Arlindo Chinaglia acionou o TSE nesta quinta-feira (21) para pedir investigação sobre o financiamento de “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro. Na representação, o parlamentar aponta suspeitas de abuso de poder econômico, uso eleitoral da produção audiovisual e possível caixa 2.

O pedido mira o aporte estimado em R$ 134 milhões para o longa. Segundo a ação, o projeto teria sido financiado majoritariamente por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, preso preventivamente na Operação Compliance Zero, que apura suposta fraude bilionária envolvendo a instituição financeira.

Chinaglia pede a abertura de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral para rastrear a origem e o destino dos recursos usados no filme. A representação também solicita apuração de eventual arrecadação ilícita e de possível uso de pessoas jurídicas para mascarar doações eleitorais.

Na peça, o deputado afirma que “Dark Horse” teria “finalidade extra-artística ou comercial” e poderia funcionar como instrumento de propaganda em favor do grupo político ligado a Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. O senador é citado no documento como arrecadador de recursos para a produção.

Chinaglia
O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

“O financiamento massivo de obra que visa exaltar parente, correligionário, cuja identidade política não pode ser dissociada do atual candidato, possui repercussões eleitorais claríssimas”, diz trecho da representação. Chinaglia também menciona que o lançamento está previsto para setembro de 2026, em pleno calendário eleitoral.

A ação afirma que Daniel Vorcaro teria negociado aporte de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões na cotação da época, para bancar o filme. Parte dos valores, segundo a representação, teria sido transferida por meio da empresa Entre Investimentos e Participações Ltda.

Chinaglia sustenta que o valor levanta dúvidas sobre a lógica econômica do projeto. “O hiato entre o aporte realizado e o retorno comercial, tido, até agora, como impossível, constitui indício de ilicitude”, afirma a representação.