
Uns acreditam que a terra é plana, nas todo mundo sabe que é redonda. Sabemos também que o mundo da voltas.
É a única coisa que explica o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, fazer contato por telefone com Aldo Rebelo, ex-presidente da Câmara e ex-ministro, de origem comunista, segundo apuração do Poder360. A hipótese de Aldo assumir como vice não foi discutida, mas o tema circulou em conversas reservadas entre aliados.
A conversa, de tom ameno, serviu como sinal de simpatia ao momento enfrentado por Aldo dentro do partido. Após se lançar à Presidência, o ex-ministro enfrentou resistência interna. O presidente do DC, João Caldas, decidiu lançar Joaquim Barbosa como pré-candidato ao Planalto, sem confirmação sobre sua candidatura até o momento.
Barbosa já foi relator do mensalão no STF, há mais de 10 anos, e possui histórico de abertura e fechamento de portas a eventuais ambições políticas. O ex-ministro também foi filiado ao PSB e chegou a ser citado como possível candidato à Presidência em 2018, hipótese que não avançou. A leitura predominante nos meios político e empresarial é de que Barbosa não deve disputar a eleição.

Flávio Bolsonaro enfrenta turbulências em sua pré-candidatura. Um áudio em que o senador pede dinheiro a Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master atualmente preso, impactou sua campanha. Aliados pressionam Flávio a apresentar parte do programa de governo e anunciar candidato a vice.
Aldo Rebelo foi presidente da Câmara entre 2005 e 2007 e ministro de Esportes, Relações Institucionais, Defesa e Ciência e Tecnologia. Com trajetória política construída na esquerda, nos últimos anos afastou-se desse campo e passou a criticar partidos desse espectro.
O contato entre Flávio e Aldo ocorre em meio à movimentação interna do DC e às repercussões do áudio de Vorcaro, enquanto o PL prepara sua estratégia para enfrentar a disputa presidencial de 2026. Ambos estão em crise existencial. Se merecem de fato.