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“Jogos Aprimorados”: Conheça o brasileiro que participará de “Olimpíadas para dopados”

O nadador Felipe Lima. Foto: reprodução

O nadador brasileiro Felipe Lima, medalhista mundial e recordista sul-americano, saiu da aposentadoria aos 41 anos para disputar os Enhanced Games, competição que será realizada em Las Vegas, nos Estados Unidos, e permite o uso supervisionado de substâncias proibidas em torneios tradicionais. O evento, chamado de “Jogos Aprimorados”, reúne atletas de diferentes países em provas de natação, atletismo, levantamento de peso e força extrema.

Felipe é um dos principais nomes da natação brasileira na prova de peito. Ele foi medalha de prata nos 50m peito no Mundial de Gwangju, em 2019, e bronze nos 100m peito no Mundial de Barcelona, em 2013. Também disputou duas Olimpíadas, quatro Jogos Pan-Americanos, diversos Sul-Americanos e campeonatos brasileiros.

O brasileiro ainda é recordista sul-americano dos 50m peito em piscina longa, com 26s33, e tem o quarto melhor tempo da história do Brasil nos 100m peito, com 59s17. Ele estava afastado das piscinas desde dezembro de 2021, após disputar os Jogos Olímpicos de Tóquio.

O convite para participar dos Enhanced Games chegou em setembro do ano passado, por meio do australiano Brett Hawke, ex-treinador de Felipe e integrante da equipe do torneio. O nadador afirma que aceitou participar por interesse científico, e não para confrontar o esporte olímpico.

“Bater de frente com o esporte tradicional não tem sentido nenhum. O “Enhanced Games” chega para mudar a história da performance humana”, disse Felipe em entrevista ao “Fantástico”, da TV Globo.

Felipe Lima durante treinamento. Foto: reprodução

Ao Uol, ele afirmou que sua carreira foi construída sem uso de substâncias proibidas. “Eu tive uma carreira totalmente limpa, fui para duas Olimpíadas, quatro Jogos Pan-Americanos, diversos Sul-Americanos e Brasileiros… Para mim, está sendo um momento diferente, em que posso experimentar coisas diferentes para que possa, talvez, até utilizar na minha vida profissional”, explicou.

Além de atleta, Felipe é educador físico e nutricionista. Ele diz que pretende usar os dados do processo para ampliar sua compreensão sobre temas como reposição hormonal e acompanhamento clínico.

“Quis encarar pela pesquisa científica, algo novo que os Enhanced Games querem trazer à tona. A reposição hormonal é uma coisa realista, muita gente passa por esse tipo de protocolo hoje em dia. Não se sabe os melhores caminhos para esses estudos, os resultados, quem se beneficia, quem não… Os jogos querem colocar no papel todos esses resultados, mostrando quais são os benefícios e malefícios”.

O brasileiro afirma que cada competidor segue acompanhamento individual e que os protocolos são privados. “Não sabemos quais são os protocolos que cada um está seguindo. No termo que assinamos, esses estudos e protocolos são privados e um atleta não sabe o que o outro está utilizando”, contou.

Felipe está há três meses na Flórida, onde treina diariamente. Ele afirma que deveria estar em Abu Dhabi com a equipe, mas precisou mudar os planos por causa da guerra.

“Era para eu estar em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, com o resto da equipe. Eu estive lá no começo do ano para fazer alguns testes, passei três semanas lá. Voltei ao Brasil para resolver algumas questões e buscar minha família. Mas, um dia antes do embarque, estourou a guerra. Fiquei impossibilitado de voltar e tive que ajustar para onde eu iria. Morei nos Estados Unidos por 11 anos e tenho a cidadania. Então, decidi, por questões estruturais, vir para cá com a minha família e continuar os treinamentos daqui, seguindo o protocolo”.

O torneio também terá nomes como Benjamin Proud, Andri Govorov e Fred Kerley, velocista estadunidense campeão mundial dos 100m em 2022. A organização oferece premiação milionária para atletas que superarem marcas oficiais reconhecidas por federações internacionais. Fonte: texto enviado pelo usuário.