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Lesão grau 2: entenda a contusão que deve tirar Neymar da estreia do Brasil na Copa do Mundo

Neymar machucado pela Seleção Brasileira. Foto: Khalil Bashar/Jam Media

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou, nesta quinta-feira (28), que Neymar teve uma lesão de grau 2 na panturrilha, após o diagnóstico inicial de edema na última semana. O problema físico tira o atacante dos dois amistosos da seleção brasileira antes da Copa do Mundo e deixa sua presença na estreia do torneio dependente da evolução nos próximos dias.

A lesão de grau 2 ocorre quando há ruptura parcial das fibras musculares. Esse tipo de problema é considerado de gravidade moderada, com dor, perda parcial de força e limitação da função do músculo afetado.

De acordo com Rodrigo Lasmar, médico da CBF, a previsão é de que Neymar seja liberado em um prazo de duas a três semanas. Com isso, o atacante não enfrentará o Panamá, neste domingo (31), no Maracanã, nem o Egito, no dia 6 de junho, em Cleveland, nos Estados Unidos.

Caso a previsão mais otimista se confirme, Neymar poderá ficar à disposição da seleção brasileira dois dias antes da estreia na Copa. Se a recuperação se estender até o limite do prazo estimado, porém, o jogador pode perder o primeiro jogo do Mundial.

Neymar sentiu a panturrilha durante o confronto entre Santos e Coritiba, no último dia 17. Na semana seguinte, exames apontaram a presença de um edema muscular, sinal que já indicava a possibilidade de uma lesão capaz de afastá-lo dos compromissos da seleção.

O edema muscular é um inchaço causado pelo acúmulo de líquidos em determinada parte do corpo. Em lesões esportivas, costuma aparecer após pancadas diretas, sobrecarga ou estiramento das fibras musculares.

“Nesses casos, há um processo inflamatório dentro da musculatura, geralmente causado por sobrecarga, trauma ou uma pequena lesão muscular”, explicou Eduardo Ramalho, médico ortopedista e especialista em trauma do esporte, ao g1.

As lesões musculares são divididas em três graus principais. A de grau 1 ocorre quando há pequeno estiramento no músculo, geralmente com inchaço, sensibilidade e desconforto, mas sem grande prejuízo ao movimento.

A lesão de grau 2, diagnosticada em Neymar, envolve ruptura parcial das fibras musculares. Nesses casos, há dor moderada e perda parcial de força e função. Já a lesão de grau 3 é a mais grave e ocorre quando há ruptura completa do músculo ou separação do músculo em relação ao tendão.

Os sinais variam conforme a gravidade e podem incluir dor, sensibilidade, vermelhidão, hematomas, limitação de movimento, espasmos, inchaço e fraqueza muscular. A recuperação de Neymar será acompanhada pela equipe médica da seleção e do Santos.