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Ficco inicia operação para enfrentar PCC e CV

Ficco
Foto: Reprodução

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, conhecida pela sigla Ficco, passou a ocupar papel central nas operações contra o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho. A estrutura reúne policiais federais, civis, militares e penais, além de setores de inteligência e secretarias estaduais de segurança pública.

A Ficco aparece cada vez mais em investigações que miram tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro, armas, facções e operadores financeiros ligados ao crime organizado. O modelo foi fortalecido diante da expansão das facções brasileiras para além dos presídios e das áreas tradicionais do tráfico.

Hoje, PCC e Comando Vermelho atuam em rotas internacionais de cocaína, disputam regiões de fronteira e usam empresas, operadores financeiros e estruturas de lavagem de dinheiro para movimentar recursos em diferentes estados. A avaliação das autoridades é que nenhuma instituição consegue enfrentar sozinha organizações com esse nível de capilaridade.

Em março, uma megaoperação mobilizou forças de segurança em 15 estados contra integrantes das duas facções. Foram cumpridos mais de 100 mandados de prisão e 181 de busca e apreensão em uma ação voltada a tráfico de drogas, armas, lavagem de dinheiro e disputas territoriais.

PCC CV
Distribuição do PCC (azul) e do CV (vermelho) no território brasileiro em 2025. Foto: Divulgação/Fórum Nacional de Segurança Pública

Neste mês, a Polícia Federal informou que a Operação Força Integrada II cumpriu 263 mandados judiciais em diversos estados contra integrantes de facções criminosas. Segundo os investigadores, 82 pessoas foram presas durante a ofensiva.

A atuação das Ficcos reflete uma mudança no combate ao crime organizado. Além de apreender drogas e prender traficantes armados, as investigações passaram a mirar estruturas financeiras usadas para ocultar patrimônio. Nos últimos meses, autoridades identificaram uso de fintechs, postos de combustíveis, empresas de reciclagem, fundos de investimento e plataformas digitais por grupos criminosos.

A força-tarefa ganha ainda mais peso após os Estados Unidos classificarem PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. A medida aumenta a pressão internacional sobre as facções e reacende o debate sobre os efeitos jurídicos, econômicos e de soberania da decisão.