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Governo Lula aposta em relatório da ONU sobre fome para marcar diferença com Bolsonaro

O presidente Lula discursando na 78ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas. Foto:

O governo Lula aguarda novos relatórios da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre combate à fome que podem apontar queda no número de brasileiros em situação de insegurança alimentar e reforçar o discurso do Planalto sobre avanços no combate à fome.

Segundo infomrações do Metrópoles, os assessores presidenciais pretendem lembrar que o Brasil retornou ao Mapa da Fome durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) e voltou a deixar a lista durante a atual gestão.

O tema é monitorado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, comandado por Wellington Dias. A avaliação dentro do governo é que os resultados poderão servir como demonstração dos efeitos das políticas sociais implementadas durante o terceiro mandato de Lula.

A expectativa ganhou força após o Brasil deixar o Mapa da Fome em julho de 2025. O mecanismo é utilizado por agências da ONU para acompanhar o acesso da população à alimentação adequada e medir situações de insegurança alimentar em diferentes países.

Mulher servindo merenda em prato em uma escola. Foto: Divulgação

Auxiliares do presidente acreditam que uma eventual melhora nos indicadores poderá reforçar uma das principais áreas exploradas pela gestão federal. O assunto é tratado como um dos resultados mais relevantes da atual administração na área social.

Aliados de Lula também defendem que os novos números sejam apresentados em conjunto com outros indicadores divulgados recentemente por organismos internacionais. Entre eles está o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), publicado em maio.

O relatório das Nações Unidas mostrou que o Brasil alcançou pela primeira vez a faixa considerada de desenvolvimento humano “muito alto”. O resultado representou o melhor desempenho registrado pelo país desde o início da série histórica do indicador.

Nos bastidores do governo, a estratégia em análise prevê utilizar os dados internacionais em campanhas de comunicação institucional nos próximos meses. A intenção é destacar resultados obtidos em áreas ligadas à renda, inclusão social e combate à fome.