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A polícia de Tarcísio persegue Flávio? Por Moisés Mendes

Ilustrativa
Charge: Laerte

Chamada de capa da Folha, um dia depois da operação contra desvio de dinheiro da prefeitura de São Paulo para o filme do chefe da organização criminosa:

“Flávio Bolsonaro fala em perseguição do governo a produtora de ‘Dark Horse’ para influenciar eleições”.

Logo abaixo, como chamada secundária, a Folha informa o seguinte:

“Contrato com responsável pelo filme foi feito por indicado de Ciro Nogueira”.

A chamada secundária, com informação, deveria estar no lugar da chamada principal, que dá, no dia seguinte à operação, espaço para o filho do homem do filme.

E a perseguição do governo seria exercida pela polícia paulista. O governo é de Tarcísio de Freitas, que comanda ou deveria comandar a sua polícia. Flávio está atacando um aliado, ou Tarcísio não é aliado dele?

CONFIANTE

A Argentina está caindo aos pedaços, mas Luis Caputo, o ministro da Economia de Javier Milei, está é tão confiante que disse o seguinte a um grupo de empresários brasileiros em palestra na Câmara de Comércio, Indústria e Serviços Argentina-Brasil, ontem em Buenos Aires:

“O kirchnerismo não é uma opção na Argentina. Pode acontecer qualquer coisa, uma guerra mundial ou uma invasão de extraterrestre, que Axel Kicillof nunca será presidente”.

Kicillof, o governador da província de Buenos Aires, surge em várias pesquisas como vitorioso nas eleições de outubro de 2027, se Milei tentar a reeleição.


Tarcísio de Freitas Flávio Bolsonaro
O pré-candidato a presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas. Foto: Danilo Verpa/Folhapress

ECLÉTICO

O mundo terrivelmente grotesco do bolsonarismo. Num dia, Flávio divulga fotos de encontro com Trump na Casa Branca, e semanas depois aparece um vídeo em que ele confraterniza com Rodrigo Bacellar e milicianos em Búzios.

Sim, o vídeo não seria de agora, mas não importa. O que interessa é mostrar a convivência do filho ungido com mais um meurmão.