
A imagem de Donald Trump segue majoritariamente negativa entre os brasileiros. Pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quinta-feira (4) mostra que 54,8% dos entrevistados têm opinião desfavorável sobre o mandatário americano, enquanto 41,7% manifestam avaliação positiva.
Entre os eleitores de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022, Trump alcança impressionantes 85,1% de aprovação. Já entre os que votaram em Lula, a rejeição é quase unânime: 96,9% têm visão negativa do presidente americano.

Os números surgem em meio ao aprofundamento da conspiração entre Trump e o clã Bolsonaro. Eles atuam em alinhamento com interesses da Casa Branca em disputas envolvendo temas estratégicos para o Brasil. Um dos exemplos é a ofensiva contra o Pix, sistema de pagamentos criado pelo Banco Central e considerado um dos maiores sucessos da inovação financeira brasileira.
Em uma live recente, Eduardo Bolsonaro afirmou que pretende “negociar” o futuro do Pix com autoridades americanas e chegou a sugerir sua substituição pelo Zelle, plataforma privada de transferências bancárias utilizada nos Estados Unidos.
Embora a rejeição ao presidente americano continue elevada, sua imagem melhorou nos últimos meses. O pior momento ocorreu em julho de 2025, quando o governo Trump anunciou tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. Naquele período, a desaprovação ao republicano chegou a 63,2%, contra apenas 31,9% de avaliações positivas.
Já a percepção sobre os Estados Unidos permanece mais equilibrada. Segundo a AtlasIntel, 50,5% dos brasileiros têm visão positiva do país, enquanto 46,4% avaliam negativamente a potência norte-americana. Os índices variaram pouco desde o retorno de Trump à Casa Branca, em janeiro de 2025.

A pesquisa também investigou o temor de uma eventual influência dos Estados Unidos nas eleições presidenciais brasileiras de 2026. Para 36,5% dos entrevistados, a possibilidade é motivo de grande preocupação. Por outro lado, 45,5% afirmaram não estar nada preocupados com o tema, enquanto 10,9% disseram estar apenas pouco preocupados.
O levantamento ouviu 1.237 eleitores entre 30 de maio e 3 de junho de 2026. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.