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“Uma criança morreu”: Maria do Rosário critica perdão judicial a Monique Medeiros

Maria do Rosário
A deputada federal, Maria do Rosário (PT-RS). Foto: Thiago Cristino/Câmara dos Deputados

A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), ex-ministra dos Direitos Humanos, questionou nesta quinta-feira (4) o perdão judicial concedido a Monique Medeiros no julgamento pela morte de Henry Borel. A manifestação foi feita em publicação no X, após a decisão que extinguiu a punição da mãe do menino pelo crime de homicídio culposo.

Maria do Rosário afirmou estar impactada com o perdão judicial total e questionou se os argumentos usados na sentença seriam suficientes para justificar o desfecho.

“Estou muito impactada com o “perdão judicial total” à mãe do menino Henri Borel”, escreveu a parlamentar. “Será q os argumentos levam à essa absolvição? Não creio que a situação seja, como foi dito, que ‘ela foi perseguida’. Uma criança está morta, seu filho. Era sua responsabilidade. A ‘negligência’ neste caso está ligada ao assassinato. Ela é a adulta que deveria proteger a vida da criança. Estou errada? Ha que se pensar”, concluiu.

O julgamento terminou na madrugada desta quinta-feira. Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte da criança. Os jurados afastaram a acusação de homicídio doloso contra Monique e desclassificaram a imputação para homicídio culposo.

Com a desclassificação, a decisão sobre a responsabilidade de Monique saiu da competência do Tribunal do Júri e passou à juíza Elizabeth Machado Louro, que concedeu o perdão judicial. A magistrada afirmou que Monique sofreu reação social “desproporcional e desmesurada”, marcada por preconceitos de gênero.

A decisão provocou reação do pai de Henry, Leniel Borel, e da assistência de acusação. O Ministério Público do Rio de Janeiro também informou que pretende recorrer do perdão judicial concedido a Monique.